Archive for dezembro 2008

Projeto nos EUA oferece acesso à web em ônibus escolares

Um projeto piloto nos Estados Unidos está transformando os ônibus escolares em salas de aula ambulantes, em que o acesso sem fio à internet permite que os estudantes tenham aulas online a caminho da escola.

O projeto, chamado Aspirnaut Initiative, foi implantado na cidade de Grapevine, no Arkansas. Os melhores alunos recebem laptops ou iPods e têm acesso a vídeos educacionais durante o trajeto de ida e volta da escola, segundo o Wall Street Journal.

A iniciativa surgiu de Billy Hudson, biólogo da Universidade de Vanderbilt, no Tennessee, que ficou chocado ao saber que alguns estudantes passavam até 90 minutos dentro do ônibus a caminho da escola, tempo gasto com brigas, fofocas ou simplesmente com observar a paisagem.

Hudson investiu US$ 70 mil e levantou outros US$ 70 mil junto a amigos para iniciar o projeto. Oito alunos escolhidos por professores ganharam laptops para usar no ônibus e em casa, e mais dez receberão notebooks em janeiro. Outros 20 estudantes usam iPods para assistir a vídeos da National Geographic ou Discovery Channel, informou o Wall Street Journal. Futuramente, serão instalados monitores para que todos os alunos no ônibus possam acompanhar os vídeos.

O objetivo é expandir o projeto para escolas de outras cidades do Arkansas, Tennessee e Kentucky.

O Aspirnaut Initiative tem sido criticado com o argumento de que o aluno precisa ser muito motivado para “ter uma aula de álgebra avançada às seis da manhã, chacoalhando dentro de um ônibus barulhento”, afirmou o Wall Street Journal. Alguns participantes já deixaram o projeto por terem dificuldade de se concentrar nas lições durante a viagem.

Fonte: Redação Terra

PROFESSOR DE MATEMÁTICA MATA MENINO DE 11 ANOS EM ESCOLA POR NÃO FAZER O DEVER DE MATEMÁTICA

Haitham Nabeel Abdelhamid, um professor de Matemática de 23 anos, foi condenado ontem (26/12/08) por um tribunal egípcio a seis anos de prisão por ter espancado até à morte um dos seus alunos por este não ter feito os trabalhos de casa.

A justiça deu como provado que Abdelhamid levou Islam Amr Badr para fora da sala de aula e bateu-lhe violentamente no estômago. O rapaz, de 11 anos, desmaiou. Acabou por morrer num hospital de Alexandria. Tinha três costelas partidas.

Apesar de ter dito perante os juízes que apenas queria “disciplinar o aluno”, Abdelhamid foi condenado por homicídio. O advogado de Abdelhamid chegou a dizer na corte durante a defesa: “Bater em uma criança não é banido nas escolas e meu cliente não violou a lei.”

No sistema educacional público do Egito, frequentemente professores despreparados e inexperientes trabalham tentando controlar salas de 60 a 100 alunos. O governo egípcio declara que pretende fazer reformas educacionais, incluindo novos testes para professores, além de proibir punição física e tentar diminuir a violência nas escolas.

Fonte: megacubo

Laptop de R$ 553 vence licitação para equipar escolas brasileiras

O pregão eletrônico de aquisição dos equipamentos do Programa Um Computador por Aluno (UCA) foi realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) nesta quarta-feira, em Brasília.

Sete empresas apresentaram propostas. Pela proposta da Comsat, de R$ 553 por equipamento, estão incluídos os seguintes serviços: entrega nas escolas, imposto, garantia, manutenção e configuração. O padrão apresentado é o Mobilis da Encore, de modelo indiano.

De acordo com o edital, o modelo deve ter Memória RAM com no mínimo 512 MB, capacidade mínima de um Gigabyte, tela de LCD de no mínimo sete polegadas, dispositivo wireless, software livre e código aberto, idioma português, editor de textos, planilhas, apresentação de slides, 12 meses de garantia, entre outras especificações.

O resultado ainda é preliminar, porque na próxima segunda-feira será realizada a fase de aderência. Nessa etapa é verificado se o equipamento atende as especificações exigidas no edital. Passada essa fase, será aberto o prazo de recurso e somente depois dessa etapa a empresa será chamada para firmar o contrato.

O programa UCA integra as ações para o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) nas escolas, por meio da distribuição de computadores portáteis aos alunos da rede pública de ensino. O projeto piloto está sendo realizado em cinco escolas de quatro Estados brasileiros (Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins), além do Distrito Federal. As informações são do MEC.

Fonte:Portal IG

Segurança nas compras pela internet no Natal

A preocupação principal do Movimento pela Internet Segura-MIS, tem sido a de atuar na educação do usuário de Internet no sentido de evitar que as pessoas façam transações na rede de forma insegura caindo em golpes, ou que simplesmente deixem de fazer compras na rede acreditando que essa é uma prática insegura.
A MIS criaram um Guia Para Navegação Segura, disponibilizada no seu site. O video abaixo é uma entrevista de Manuel Matos presidente da camara-e.net, ao Bom Dia Brasil.

Professores podem ter 2ª licenciatura em menos tempo

A Resolução aprovada  permite que o docente obtenha titulação com 800 horas contra 2.800 de curso regular. Medida só vale, porém, para professores que já possuem uma licenciatura e que estejam em atividade há pelo menos três anos.

Professores da rede pública sem formação na área em que lecionam poderão fazer uma licenciatura em tempo menor do que o regular, segundo resolução aprovada ontem no Conselho Nacional de Educação.

Resolução aprovada ontem permite que docente obtenha titulação com 800 horas contra 2.800 de curso regular. Medida só vale, porém, para professores que já possuem uma licenciatura e que estejam em atividade há pelo menos três anos.

Professores da rede pública sem formação na área em que lecionam poderão fazer uma licenciatura em tempo menor do que o regular, segundo resolução aprovada ontem no Conselho Nacional de Educação.

Para vigorar, o texto precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, o que pode ocorrer nas próximas semanas, já que o próprio MEC pediu a elaboração de diretrizes para obtenção da segunda licenciatura.

A norma pode beneficiar aproximadamente 300 mil professores do ensino básico que dão aula em área diferente da qual se formaram.

A resolução estabelece que um professor que dá aulas em disciplina próxima da área em que se formou pode receber diploma de outra área depois de 800 horas de curso em uma universidade pública -um matemático que dá aula de física, por exemplo. Caso não haja proximidade entre as disciplinas – letras e química, por exemplo- , a carga horária subiria para 1.400 horas. Nos dois casos, estão previstas ainda 200 horas de estágio supervisionado.

A duração mínima de um curso de licenciatura atualmente é de 2.800 horas, das quais 300 podem ser em estágio supervisionado. Com isso, um professor com outra formação depende da avaliação de cada universidade para reduzir a carga horária se tiver cursado disciplinas iguais.

A resolução estabelece que a possibilidade de uma segunda graduação só valeria para os docentes com algum diploma de licenciatura e em atividade há pelo menos três anos. Para isso, as universidades públicas teriam que oferecer turmas específicas para eles.
De acordo com Clélia Brandão, presidente do CNE, a orientação é que os cursos ensinem tanto conhecimentos específicos da área como aspectos didático-pedagógicos.

Ela nega que o texto torne mais precária a formação do professor. A idéia, afirma Brandão, é valorizar a experiência que o professor já tem na matéria em que leciona.

Medida com prazo

A resolução aprovada ontem prevê que a possibilidade de dupla licenciatura seja válida apenas para os próximos três anos. Depois desse prazo, o impacto da resolução seria avaliado, e caberia ao Ministério da Educação pedir que ele fosse prorrogado ou não.
O presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação), Roberto Leão, disse defender, em tese, que os professores lecionem somente nas áreas em que têm formação específica. Ele disse, no entanto, que aceita a solução adotada pelo CNE devido ao caráter “emergencial” da formação de professores no Brasil.

fonte: SBM

Escolas públicas do país ganham 19 mil laboratórios de informática com banda larga até 2010

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizará 19 mil laboratórios de informática, cada um com internet banda larga em 56.685 mil escolas públicas do país até 2010. Esta ação é parte do programa Banda Larga nas Escolas e permitirá atender mais de 37,1 milhões de estudantes da educação básica ao longo de três anos.

Este programa faz parte da política de informatização das instituições de ensino, que por sua vez prevê além da instalação dos computadores nas escolas, a capacitação de professores, bem como a disponibilização de conteúdos educacionais.

O MEC mantém a iniciativa de conteúdos educacionais por meio do Portal do Professor e o Banco Internacional de Objetos Educacionais, que tem como objetivo auxiliar os professores com conteúdos curriculares utilizando recursos multimídia.

O Mistério divulgou a lista de escolas beneficiadas no terceiro trimestre e dentre os 25 estados do país, estavam previstos para o período, 9.698 escolas conectadas e 7.617.395 alunos beneficiados. Consulte a planilha de escolas beneficiadas clique aqui.

Para saber mai acesse o Portal do MEC.

fonte: UNESP

O GOVERNO DO PARÁ VAI PRIVATIZAR E-MAILS DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

A última estratégia da micro$oft para o Brasil é ilegal. Todos sabem que um dos maiores ativos da rede é o número de acessos que um site tem. Milhares de usuários únicos valem dinheiro, pois as agências de publicidade pagam para anunciar em portais e ferramentas que têm muito acesso.

Há muito tempo, Robert Metcalfe, inventor do sistema Ethernet de redes locais, havia dito que “o valor de um sistema de comunicação cresce na razão do quadrado do número de usuários do sistema“. Tal sentença passou a ser conhecida como “Lei de Metacalfe“. Com ela podemos perceber a importância econômica que os acessos a uma rede adquirem.

O Governo de São Paulo e o Governo do Pará deram de graça para a micro$oft milhares de e-mails de funcionários públicos. Entregaram de graça para a micro$oft lucrar em cima dos milhares de novos acessos. O Ministério Público nem o Tribunal de Contas desses Estados ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Os governos dizem que ganharam de graça e por isso aceitaram a doação. Será ingenuidade? Imagine quantos acessos novos o portal da micro$oft irá obter somente com essa “pequena e desinteressada doação“. Os governos deveriam licitar essas contas de e-mail.

Abaixo, segue o pronunciamento do Sindicato dos Empregados em Tecnologia da Informação do Pará e Amapá. Espero que eles acionem o governo judicialmente.

PRODEPA VAI PRIVATIZAR OS E-MAILS ESTATAIS

GOVERNO DO ESTADO TRAI OS PRINCIPIOS DA INCLUSÃO DIGITAL

Infelizmente, a comunidade de TIC não pode afirmar o mesmo do governo do Estado do Pará. Em
nossos dois últimos boletins divulgamos à categoria e a vários segmentos da sociedade civil, a
tentativa de monopólio dos e-mails estatais do governo do estado através da parceria dissimulada da Microsoft e o governo do estado.
O protocolo monopólio dos e-mails estatais conta com a total subserviência da Prodepa e da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Esses dois órgãos estão em total falta de sintonia com o governo federal e o SERPRO, onde através do programa NAVEGAPARÁ descontinuarão os poucos projetos de tecnologias abertas e adotarão tecnologias proprietárias da Microsoft, mesmo que esta Multinacional, vestida de lobo na pele de cordeiro, adote o falso discurso de gratuidade de seus produtos.
Aproveitamos este momento de congratulação no SERPRO pelos 44 anos, por mais uma demonstração de verdadeiro compromisso com a inclusão social ao garantir um espaço de conhecimento de cidadania digital, para anunciarmos que o SINDPD-Pa e vários segmentos da sociedade civil paraense, desencadeará uma campanha visando barrar o Protocolo de Intenções da Microsoft e o governo do Estado do Pará.”

Fonte:Blog do Sergio Amadeu

Professores do Brasil: mais de 30 profissionais são premiados, entre eles uma baiana

Trinta e um professores de diferentes Estados do País receberam nesta quarta-feira o prêmio Professores do Brasil. Essa é a terceira edição da premiação, que teve 779 experiências inscritas. O objetivo é valorizar e divulgar boas práticas de sala de aula desenvolvidas por esses profissionais.
Ninfa Fausto, professora do município de Pindaí (BA), foi finalista com um projeto de resgate da memória da comunidade, com estudo dos documentos e arquivo histórico. “Hoje acontece esse processo de desenraizamento e a gente perde a nossa identidade. Eu quis valorizar esse patrimônio presente na nossa comunidade e que reforça a identidade do nosso lugar“, explica.
Os ganhadores são divididos em quatro categorias: educação infantil, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Além de troféu, os professores recebem R$ 5 mil e as escolas são premiadas com equipamentos audiovisuais ou multimídia de até R$ 2 mil.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que é importante divulgar esses projetos. Ele citou a idéia de transformar o resultado da premiação em livro.
Esse é um prêmio de sucesso porque valoriza os trabalhadores inovadores e transformadores de professores de todo o Brasil, em todos os níveis da educação básica. Nós vamos fazer uma publicação de todas essas práticas e mandar para as escolas públicas para inspirar novas e boas práticas“, afirmou Haddad.
O prêmio Professores do Brasil é promovido pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), Fundação Bunge, Instituto Votorantim e Instituto Pró-Livro.
O prêmio reconhece e premia o esforço do professor. E, mais do que isso, ele divulga o que foi feito. Isso é muito bom porque professores que tomam conhecimento do prêmio ficam estimulados a fazer algo diferente, por isso o prêmio passa a ser inspirador de novas práticas“, avalia a presidente da Undime, Justina Araújo.
Os ganhadores são divididos em quatro categorias: educação infantil, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Além de troféu, os professores recebem R$ 5 mil e as escolas são premiadas com equipamentos audiovisuais ou multimídia de até R$ 2 mil.

Veja a relação dos premiados

Bônus na educação municipal de São Paulo vai depender de desempenho

A gestão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), decidiu implantar até 2010 projeto que fixa metas de melhoria para cada escola da rede. O desempenho das unidades balizará o pagamento da gratificação aos seus servidores.
Neste ano, o valor da bonificação (a gratificação por desempenho educacional) será de ao menos R$ 2.400. O único critério hoje utilizado para definir o valor é a assiduidade.
Modelo semelhante de fixação de metas por escola para pagamento extra aos educadores foi implementado neste ano pelo governador José Serra (PSDB) na rede estadual.
“Com a fixação de metas, os profissionais passam a focar na aprendizagem das crianças”, afirmou à Folha o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider.
Segundo o secretário, haverá diferenças entre o sistema municipal e estadual. A primeira é que a rede será consultada, em 2009, para definir os critérios. Além da Prova São Paulo (exame da prefeitura), outros indicadores serão considerados.
“Queremos que o plano de metas tenha a participação da rede. Se eles acreditarem na regra, e ela for simples, teremos um avanço”, disse Schneider.
Outra diferença, diz o secretário, é que todas as cerca de 450 escolas de ensino fundamental da rede terão de apresentar um plano de melhoria.
No sistema estadual, recebem maior apoio pedagógico e financeiro as unidades com os menores desempenhos.
A proposta municipal abrange tanto professores quanto diretores e funcionários (75 mil no total). Schneider diz que serão avaliados ainda os servidores das diretorias de ensino e da própria secretaria.
Para isso, haverá consultas a diretores de escola e docentes e uma pesquisa com os pais, para avaliar a qualidade da rede. O resultado também balizará o pagamento da gratificação. “A Prova São Paulo não mede coisas como as diferentes condições materiais das escolas. Ela é interessante para definir políticas para a rede, mas usá-la como critério para pagamento de bônus pode ser injusto com muitos profissionais”, diz Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP e que participou da elaboração do exame.
O presidente do Sinpeem (sindicato dos professores municipais), Claudio Fonseca, afirma não ser contrário à fixação de metas, “mas antes o sistema todo deve ter diretrizes, para que aí se comece a analisar escola por escola”. Além disso, diz Fonseca, que é vereador eleito pelo PPS, “precisamos discutir também as condições necessárias para que as metas sejam atingidas”.

FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo