O GOVERNO DO PARÁ VAI PRIVATIZAR E-MAILS DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS
A última estratégia da micro$oft para o Brasil é ilegal. Todos sabem que um dos maiores ativos da rede é o número de acessos que um site tem. Milhares de usuários únicos valem dinheiro, pois as agências de publicidade pagam para anunciar em portais e ferramentas que têm muito acesso.
Há muito tempo, Robert Metcalfe, inventor do sistema Ethernet de redes locais, havia dito que “o valor de um sistema de comunicação cresce na razão do quadrado do número de usuários do sistema“. Tal sentença passou a ser conhecida como “Lei de Metacalfe“. Com ela podemos perceber a importância econômica que os acessos a uma rede adquirem.
O Governo de São Paulo e o Governo do Pará deram de graça para a micro$oft milhares de e-mails de funcionários públicos. Entregaram de graça para a micro$oft lucrar em cima dos milhares de novos acessos. O Ministério Público nem o Tribunal de Contas desses Estados ainda não se pronunciaram sobre o caso.
Os governos dizem que ganharam de graça e por isso aceitaram a doação. Será ingenuidade? Imagine quantos acessos novos o portal da micro$oft irá obter somente com essa “pequena e desinteressada doação“. Os governos deveriam licitar essas contas de e-mail.
Abaixo, segue o pronunciamento do Sindicato dos Empregados em Tecnologia da Informação do Pará e Amapá. Espero que eles acionem o governo judicialmente.
“PRODEPA VAI PRIVATIZAR OS E-MAILS ESTATAIS
…
GOVERNO DO ESTADO TRAI OS PRINCIPIOS DA INCLUSÃO DIGITAL
Infelizmente, a comunidade de TIC não pode afirmar o mesmo do governo do Estado do Pará. Em
nossos dois últimos boletins divulgamos à categoria e a vários segmentos da sociedade civil, a
tentativa de monopólio dos e-mails estatais do governo do estado através da parceria dissimulada da Microsoft e o governo do estado.
O protocolo monopólio dos e-mails estatais conta com a total subserviência da Prodepa e da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Esses dois órgãos estão em total falta de sintonia com o governo federal e o SERPRO, onde através do programa NAVEGAPARÁ descontinuarão os poucos projetos de tecnologias abertas e adotarão tecnologias proprietárias da Microsoft, mesmo que esta Multinacional, vestida de lobo na pele de cordeiro, adote o falso discurso de gratuidade de seus produtos.
Aproveitamos este momento de congratulação no SERPRO pelos 44 anos, por mais uma demonstração de verdadeiro compromisso com a inclusão social ao garantir um espaço de conhecimento de cidadania digital, para anunciarmos que o SINDPD-Pa e vários segmentos da sociedade civil paraense, desencadeará uma campanha visando barrar o Protocolo de Intenções da Microsoft e o governo do Estado do Pará.”


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