Archive for abril 2009

Inep divulga as melhores e as piores escolas no Enem 2008

O Rio de Janeiro tem a melhor escola do País, segundo a classificação por escola do Enem 2008.

O Colégio São Bento, tradicional escola católica da capital fluminense, conquistou a melhor média de todo o Brasil pelo segundo ano consecutivo, com 80,5 pontos. Em segundo lugar ficou o Colégio Bernoulli, de Belo Horizonte, com média de 77,38.

De acordo com o Inep, das 26.665 escolas de Ensino Médio brasileiras, 24.253 tiveram alunos que participaram do Enem no último ano.

Escolas públicas

O bom resultado entre as escolas públicas tem um ponto em comum: o apoio de universidades. As três escolas públicas que figuram entre as 20 primeiras colocadas em todo o País têm o apoio de instituições de ensino superior federais ou estadual.

A escola pública mais bem colocada foi o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, que obteve 76,66 pontos, ficando em terceiro lugar entre todas as escolas do Brasil. Já o Colégio de Aplicação do Ceará, da Universidade Federal de Pernambuco, ficou em 14º lugar, com média de 75,68.

A melhor escola estadual do País está no Rio de Janeiro. O Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, mantido pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), foi o colégio mais bem colocado entre os estaduais, com média 75,11 – ficando na 19º colocação.

Desempenho por região

A região Sudeste é a que obteve o maior número de escolas nos primeiros lugares. Entre as 50 mais bem colocadas, 40 são da região, sendo 19 do Rio de Janeiro, 11 de Minas Gerais e 10 de São Paulo – o melhor colégio paulista é o Engenheiro Juarez de Siqueira Britto Wanderley, de São José dos Campos, que ficou na 8º colocação, seguido pelo Vértice, o primeiro da capital paulista a aparecer na lista.

O Nordeste emplacou 6 escolas entre as 50 primeiras. O colégio Helyos, de Feira de Santana, foi o melhor da região, ficando em 5º lugar, com média 76,34.

O Centro-Oeste teve três escolas entre as primeiras, sendo duas em Goiânia e uma no Distrito Federal. O grupo das top 50 fecha com uma única escola de Santa Catarina, representando a região Sul do País.

A região Norte surge pela primeira vez no ranking apenas na 203ª posição, com uma escola de Manaus.

Sem conceito

As escolas que tiveram participação de menos de 10 alunos no Enem ou com menos de 10 participantes matriculados nas séries finais do Ensino Médio tiveram as notas  substituídas pela sigla SC (sem conceito). Foram 6904 escolas nestas condições em todo o País.

Fonte:Portal IG

Após denúncia de fraude, MEC quer “malha fina” no Prouni

Diante da denúncia de que estudantes com carros de luxo estavam entre os beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni), do governo federal, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira que o MEC pretende criar em breve, em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), uma espécie de “malha fina” do programa para fiscalizar as eventuais irregularidades. A idéia, segundo ele, é que a Receita Federal e o MEC fechem uma parceria para no futuro realizar uma fiscalização mais profunda dos estudantes que recebem o benefício.

O ministro, no entanto, ressaltou que não é porque existe uma suspeita em relação a determinado aluno que ele automaticamente será desligado do programa. Segundo Haddad, o estudante sob suspeita será notificado e terá que comprovar que não há nenhuma “discrepância” entre o que ele alegou no momento de pedir a bolsa e a sua atual situação econômica. O ministro afirma que, em casos extremos, o aluno poderá ser obrigado a devolver recursos aos cofres públicos.

“Vamos construir junto com o TCU e outros órgãos fiscalizadores condições operacionais de criar uma espécie de malha fina para identificar casos suspeitos, casos em que a renda do estudante é incompatível com a declarada na instituição de ensino (no momento de pedir a bolsa). Nos casos de discrepância, ele poderá ser desligado. Nos casos de fraude, a lei tem que ser cumprida e pode ser até que haja ressarcimento do valor”, afirmou.

O ministro explicou que é “natural e desejável” a melhora de situação sócio-econômica do aluno durante o curso, caso ele consiga um bom estágio, por exemplo. O que não será admitido, segundo ele, são casos em que o estudante omitiu sua renda no momento em que foi solicitar o ingresso como beneficiário do Prouni. “Ele vai melhorar de vida, mas isso não pode confrontar com as informações dadas no início do curso”, explicou.

Segundo Haddad, dos cerca de mil jovens relacionados pelo TCU, apenas 39 possuem carro de luxo e dez deles já foram desligados do programa pelas universidades de origem. “A maioria dos veículos são motocicletas, carros populares. Contudo, há 39 casos de veículos de luxo. Destes, nós já recebemos dez respostas dizendo que esses alunos já foram desligados”, disse.

Ao ser questionado, o ministro evitou tecer comentários sobre o trabalho feito pelo TCU no relatório que apontou irregularidades no Prouni. Haddad, no entanto, acabou mencionando que o material contém erros. Um deles, segundo o ministro, está em um CPF apontado como sendo de um estudante portador de um carro de luxo. Na verdade, o documento era de um coordenador de curso de uma das universidades.

Fonte: Portal Terra

Professor sem preparo trava uso de computador em escola

A falta de qualificação dos professores, porém, coloca em risco o investimento feito, diz Flávio de Araújo Barbosa, presidente para a Região Nordeste da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.

Em São Gonçalo do Amarante (CE), onde Barbosa é secretário de Educação, só 3 dos 479 professores da rede municipal receberam treinamento. Segundo ele, a situação é mais grave no Norte e no Nordeste.

Por duas semanas, a Folha entrevistou diretores de escolas em nove Estados para avaliar a utilização dos laboratórios. A maioria das escolas relata subutilização de equipamentos, seja por falta de conhecimento técnico do professor para orientar alunos, seja porque as máquinas estão danificadas ou são insuficientes. Até professores com pós-graduação se dizem despreparados para usar a informática no ensino.

Grande parte dos professores não tem computador em casa, o que os distancia ainda mais da tecnologia. Essa pouca familiaridade com o computador é relatada por Maria Aparecida Silvestre, diretora da escola estadual Maria Socorro Aragão, de Monteiro (PB).

Sua escola recebeu do governo federal um laboratório com 20 computadores no ano passado, mas eles estão sem uso porque não chegou a antena para a conexão à internet.

“Várias escolas têm computadores novinhos e praticamente sem uso porque os professores não sabem usá-los como ferramentas de ensino. Sou professora, com pós-graduação em língua portuguesa, e enfrento essa dificuldade. O pouco que sei, aprendi de curiosa, de ficar mexendo na internet”, diz Dilma Santos, presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação da região de Almenara (MG).

A segunda causa da baixa utilização é a falta de manutenção das máquinas ou de adaptação dos imóveis para abrigar os equipamentos. Até escolas feitas para servirem de modelo sofrem com o problema.

Em Irecê, no sertão baiano, o Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, com 1.400 alunos, recebeu 21 computadores em 1999. A diretora, Gilma Flávia, afirma que os professores fizeram capacitação, mas isso pouco adiantou porque “os computadores viraram dinossauros”. O laboratório está fechado desde o final do ano passado.

Em Dias D’Avila, município a 50 km de Salvador, o laboratório da escola estadual Edilson Souto Freire está fechado porque a rede elétrica não suportaria o uso. “De 2007 para cá, não fez diferença ter ou não o laboratório, porque ele fica permanentemente fechado”, afirma o vice-diretor Dênis Barros.

A manutenção é falha também nas regiões ricas, como em Valinhos (SP), onde os 15 computadores da escola municipal Franco Montoro –doados por uma multinacional– estão quebrados. O secretário de Educação, Zeno Ruedel, admite que a manutenção não chega com a velocidade necessária, e que os cursos para capacitação dos professores existem “em grau muito pequeno”.

Fonte: Folha Online

Polícia Federal lacra prédio da reitoria da Ulbra no RS

A Polícia Federal (PF) lacrou, nesta sexta-feira, o prédio da reitoria da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas (RS). O objetivo era impedir que documentos ou computadores fossem retirados do local até que a crise financeira que atinge a instituição seja apurada, informou Zero Hora.

A ação foi acompanhada pelo diretor jurídico da Ulbra, Reginaldo Bacci. “Foi uma medida dura, desnecessária, porque o processo estava tramitando com tranquilidade. Acredito que o juiz vai ser sensível para que o setor financeiro trabalhe normalmente e o salário dos funcionários seja pago na segunda-feira”, disse o advogado ao jornal.

Após 36 anos no cargo, o reitor Ruben Eugen Becker anunciou, ontem, que não seguirá à frente da instituição. O ex-diretor da Ulbra em Palmas (TO) Marcos Fernando Ziemer foi escolhido em assembléia da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp) para substituir Becker.

Fonte: Portal Terra

Professores fazem conferências e planejam paralisação para sexta-feira

Começou neste segunda-feira, em todo o país, uma semana de conferências escolares estaduais e municipais em defesa da educação pública brasileira. Coordenada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação), a mobilização vai culminar com uma paralisação geral dos professores de escolas públicas de todo o país na próxima sexta-feira (24).

“Essas conferências escolares têm incluído vários temas de discussão nas escolas, desde o financiamento da educação, a gestão democrática e qualidade da educação. E no dia 24 teremos greve nacional de um dia em defesa do piso que não foi implantado ainda por muito estados”, explica Denilson Costa, secretário-geral do CNTE.

Segundo ele, mesmo os professores dos Estados que já aplicam o piso de R$ 950 estipulado por lei federal, vão parar para defender a aplicação de outros pontos da lei que ainda não estão sendo respeitados por muito estados. “Na verdade, essa é uma lei que tem várias consequências, porque tem Estados que aplicam o piso, mas não respeitam a jornada de trabalho ou o reajuste anual do piso, por exemplo”, explica Costa.

As conferências que ocorrerão ao longo da semana também terão como objetivo preparar os delegados que irão para as conferências estaduais e municipais preparatórias à Conferência Nacional da Educação, que será realizada no próximo ano.

Fonte: Folha Onine

Inep apresenta proposta de concurso nacional para selecionar professores

BRASÍLIA – O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) apresentou aos secretários estaduais de educação a proposta de criação de um concurso nacional para selecionar professores para as redes públicas de ensino. A idéia é aplicar o teste uma vez ao ano.

Os estados e municípios poderiam usar a nota de cada profissional como forma de seleção para ingresso na rede. Segundo a presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra, os secretários receberam a proposta com interesse.

Segundo Auxiliadora, o Consed procurou o instituto para que ele pudesse fornecer um banco de itens e questões padronizados para que cada secretaria pudesse organizar concursos próprios. O Inep é vinculado ao Ministério da Educação e é responsável pela elaboração das principais avaliações educacionais do país como o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com a presidente do conselho, atualmente não há um padrão para a elaboração de provas de concursos de professores no país, o que pode comprometer a qualidade do profissional que é selecionado.

“Nós pedimos a construção desse banco nacional de itens, mas nos foi apresentada a proposta de uma avaliação nacional. Cada estado vai poder usar o resultado dessa prova como quiser, seja integralmente ou como parte da seleção do concurso”, explica Auxiliadora. Segundo ela, a idéia é que o concurso nacional seja aplicado ainda em 2009.

Para a professora, a proposta do Inep permitirá selecionar o perfil do professor desejado com avaliação de competências gerais e conteúdos básicos. Ela ressalta que a prova deverá servir para selecionar os professores e não para avaliar os profissionais que já fazem parte da rede.

“Se os nossos alunos são avaliados nacionalmente, com a Prova Brasil e o Enem, por que não haver um concurso nacional para seleção [de professores] também?”, questiona.

Os estados ainda não fizeram adesão formal à proposta, mas segundo a professora a idéia foi vista com interesse pela maioria dos secretários.

A presidente acredita que um concurso nacional pode melhorar a forma de seleção dos professores e consequentemente a qualidade da educação. “Também pode ajudar as instituições formadoras dos professores. A prova pode orientar um padrão de qualidade para a formação”, defende.

Procurado, o Inep disse que não vai dar informações sobre o assunto.

Em um evento no Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro da Educação, Fernando Haddad, também evitou .

Fonte: Portal IG

Workshop sobre Modelagem Matemática da UEFS

A Universidade Estadual de Feira de Santana-Ba realizará um Workshop sobre Modelagem Matemática nos dias 22 e 23 de maio de 2009.

O período das  inscrições  até o dia 12/05/2009.

Consulte a programação aqui

Estudo: desinteresse é o principal motivo da evasão escolar

A falta de interesse pela escola é o principal motivo da evasão escolar. A pesquisa Motivos da Evasão Escolar, lançada nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas – FGV-RJ, mostra de 40% dos jovens de 15 a 17 anos deixam de estudar simplesmente porque acreditam que a escola é desinteressante. A necessidade de trabalhar é apontada como o segundo motivo pelo qual os jovens abandonam a escola, com 27% das respostas, e a dificuldade de acesso à escola aparece com 10,9%.

Coordenada pelo economista Marcelo Neri, a pesquisa mostra que, apesar de diversos estudos demonstrarem o impacto da Educação na qualidade de vida e na renda dos indivíduos, em 2006, 17,8% da população 15 a 17 anos, que deveriam estar cursando o Ensino Médio, estavam fora da escola.

Entre as motivações que levaram esses jovens a evadir, na comparação entre 2004 e 2006, o desinteresse pela escola caiu de 45,12% para 40,29%, embora ainda seja o principal motivo. Já a necessidade de trabalhar aumentou de 22,75% para 27,09%. O coordenador da pesquisa acredita que o desinteresse do jovem pela escola reflete a falta de demanda por Educação.

O estudo foi realizado com o objetivo de analisar as causas da evasão escolar na visão dos próprios jovens e de seus pais – a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) – e de avaliar a taxa de atendimento escolar – a partir de dados da Pesquisa Mensal do Emprego – a pesquisa procura saber, por meio de perguntas diretas, por que o jovem não está na escola.

Fonte: Portal Terra

As mil caras da língua portuguesa na internet

kkkkkk blz TBm naUm pOXXU fALaH nD eU sOw AxXxiM………………nAum GoxXxTow??!?! pROBLEmah seU,ti gaRaNtu Ki NAuM vOw mUDAH poR IXXu!!!!! =D

+ kra eu keru flar tiops c prof comofas/ min imsina tbm neh kra. formeim 1 corpo docemte d tiops e qems abe asim vo6 noa espaliem esa limgua digna pelo mudno heim/ qq 6 achao

M45 p4r4 qu3 v0c3 qu3r f4|4r |337? Qu4|qu3r n00b 54b3 f4|4r 4551m h0j3! P0rqu3 p3|0 m3n05 3 m3|h0r qu3 710p35 3 m16ux35!

Todas essas frases, por incrível que pareça, estão escritas em português. Ou em dialetos de português para internet, se você preferir. Mas será que essa bagunça com as regras da língua não vai destruir o bom português? Ou está na verdade enriquecendo a língua e desenvolvendo o raciocínio das pessoas, ou, ainda, isso tudo não passa só uma brincadeira que vai sair de moda daqui a pouco?

Em primeiro lugar, p0r qu3 r4105 45 p355045 35cr3v3m 4551m? (por que raios as pessoas escrevem assim?)

Tudo começou com o internetês arcaico, que era simplesmente uma maneira de abreviar as palavras e frases para tornar a comunicação mais rápida. Afinal, em um chat é importante escrever rápido, e em mensagens de celular é essencial espremer o máximo de ideias em uma mensagem só (senão você acaba pagando mais caro!).

Daí surgiram milhares de abreviações como vc, q, kd, blz, etc. Mas na verdade, isso não é nenhuma novidade. A professora Mariléia Silva dos Reis, PhD em linguística e professora da Unisul, explica que abreviar a escrita é coisa que se faz desde sempre. “Na Idade Média existiam os copistas, que eram especializados em fazer cópias de livros à mão. Nesses livros veem-se muitos apagamentos de vogais, com o único objetivo de tornar a cópia mais rápida e aumentar o número de cópias por dia.”

(Alias, o próprio etc é uma abreviação da expressão em latim et cætera, que significa “e outras coisas,” sabia? Você pode contar isso para a professora de português quando ela reclamar que você escreveu um “pq”, ou “vc”. Mas lembre que abreviações devem ser usadas com bom senso).

Fonte: Portal UOL

Matemática e ciências da computação têm alta taxa de abandono

Alunos de ciências da computação, matemática e administração estão entre os que mais abandonam o ensino superior, diz pesquisa com dados do Ministério da Educação.

A evasão média nessas áreas é de 28%. A média nacional é de 22% -percentual que tem variado pouco nesta década.

O líder do ranking, com 38%, é o curso que une turismo e hotelaria. Mas, quando separados, a taxa de evasão cai para 27% (hotelaria) e 24% (turismo).

O indicador abrange o número de alunos que deixou de se matricular de um ano para outro. As taxas referem-se à média de cinco anos, presentes no Censo da Educação Superior (2007 é o mais recente).

Para o aluno, abandonar o curso significa perda de tempo com a graduação incompleta e de dinheiro (com mensalidades). Para o mercado, significa menos formados qualificados, às vezes em áreas deficitárias.

Pesquisadores dizem que um dos motivos para alunos abandonarem os cursos é a falta de informação na hora da escolha no vestibular –há frustração com o conteúdo do curso e com as perspectivas de emprego.

Especificamente sobre ciências da computação, matemática e administração, é citado o ensino deficitário das matérias de exatas no ensino básico. São essas disciplinas que mais sofrem com a falta de professores, aponta levantamento do MEC.

“Ciências da computação, por exemplo, é um curso muito puxado. O aluno quando entra tende a achar que vai fazer games, mas se depara com um conteúdo pesado de cálculos e contas. Fica difícil acompanhar”, afirmou o autor do levantamento, Oscar Hipólito, ex-diretor do Instituto de Física da USP de São Carlos e consultor do Instituto Lobo.

Além disso, afirma, a área de computação oferece muitas oportunidades de emprego, o que atrai mais o estudante do que a permanência no curso.

Já nos cursos da área de serviços (caso de turismo e hotelaria), há uma baixa expectativa de empregabilidade. Para Hipólito, a explicação para o curso de turismo e hotelaria liderar o ranking, mas, separados, ficarem em 9º e 5º deve-se ao fato de que ao unir as duas disciplinas o curso ficou sem foco.

“Algumas áreas são consideradas de menor prestígio. Portanto, não há estímulo adicional para a conclusão”, disse João Ferreira de Oliveira, coordenador de grupo de trabalho sobre educação superior da Anped (associação nacional dos pesquisadores de educação).

No outro extremo, medicina é o curso com o menor índice de abandono do país –5%.

Qualidade

A evasão nas instituições privadas é mais alta que nas públicas (25% e 12%, respectivamente). Para Hipólito, as mensalidades são apenas um aspecto que explica a diferença.

“Se o curso é bom, o aluno vai fazer de tudo para continuar, pede ajuda para pagar mensalidade. Mas se ele encontra professores ruins, bibliotecas fracas, na primeira dificuldade financeira ele desiste”, disse.

Para o presidente da Anup (associação nacional das universidades particulares), Abib Salim Cury, a dificuldade é de financiamento dos alunos.

“O Fies [programa federal] é insuficiente. Ele não atende o número suficiente e ainda há uma dificuldade adicional: o aluno entra no curso no início do ano e só pode conseguir os recursos no meio”, afirmou Cury. “Com a crise econômica, a evasão só vai aumentar.”

O MEC diz que deve alterar algumas regras do Fies. Uma das mudanças será a possibilidade de pedir financiamento a qualquer momento do ano.

Fonte: Folha Online