Archive for maio 2009

Rede wi-fi poderá impedir acidentes de trânsito

wi-fi

Uma simples idéia poderá impedir motoristas de cometerem erros estúpidos no trânsito. De acordo com o jornal The Times, carros equipados com um kit Wi-Fi poderiam ” conversar” com outros veículos e, dessa forma, compartilhar informações sobre velocidade e localização. No caso de um provável acidente, o próprio computador de bordo realizaria as manobras necessárias para evitar a colisão. Os computadores de bordo também decidiriam se uma ultrapassagem é segura, verificariam se o carro da frente está muito lento ou tomariam medidas caso um motorista desavisado ultrapassasse um sinal vermelho, por exemplo.

O sistema foi desenvolvido pela Cohda Wireless, empresa australiana apoiada por vários governos da União Européia.

Fonte: Olhar Digital

Crie Vídeos Educativos com o Screen Toaster

Screen toasterO Screen Toaster é um serviço gratuito de captura e gravação em vídeo com áudio,  tudo o quê estiver sendo realizado em sua área de trabalho (desktop).

Você poderá utilizar este serviço para criar vídeo aulas, vídeos educativos ou demonstrações.

Ele não requer que você instale nenhum tipo de programa especial, tudo é feito através de seu navegador de internet. Você só precisa acessar sua conta e começar a gravar.

Porém o Screen Toaster não é compatível com todos os navegadores, é necessário que você utilize um dos seguintes navegadores: Internet Explorer 7, Firefox2, Google Chrome, Ópera ou Safari.

Você poderá publicar seus projetos no próprio servidor do Screen Toaster  ou no Youtube (ou ambos). Você também tem a opção de salvar o arquivo nos formatos .avi e .swf.

Assista o video abaixo do Olhar Digital sobre o Screen Toaster.

Violência atinge as escolas de Salvador

Casos de tráfico e uso de drogas, porte de facas, revólveres, ameaças de morte e agressões. Esta é a realidade de muitas escolas públicas da Grande Salvador. Quem alerta é a titular da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), Claudenice  Maio, que passou a registrar em estatísticas as ocorrências nas instituições de ensino, diante do crescimento aparente deste ano. Somente nos dois primeiros meses de aula de 2009 (março e abril), já foram catalogadas 51 ocorrências nas escolas da capital baiana e cidades da região metropolitana, três na  rede municipal.

De acordo com dados da DAI, unidade situada no bairro de Pitangueiras, 140 adolescentes foram apreendidos traficando drogas em Salvador e região metropolitana, 8,5% a mais que os 125 casos catalogados em 2007, e 125% a mais que os 62 de 2006. “E as ocorrências nas escolas vêm se tornando cada vez mais frequentes”, afirma a delegada.

São histórias como a do jovem de 17 anos que chegou à unidade policial há três semanas. Ele foi apreendido por policiais militares com 45 pedras de crack no subúrbio ferroviário de Salvador. “Eu faço isso para poder comprar minhas coisas. Minha mãe é doméstica e não tem dinheiro”, tenta justificar o garoto.

A polícia não descarta que o jovem também leve a droga para dentro da escola, onde cursa a 4ª série do ensino médio. “Mas precisamos investigar mais esta informação”, explica Claudenice  Maio. As escolas da capital baiana são cenários de muitas outras histórias de violência envolvendo jovens.

No mês de março deste ano, 28 adolescentes foram apreendidos em instituições de ensino depois de agressões, ameaças de morte e até portando armas, principalmente facas. É quase um caso por dia, a maior parte nas escolas municipais e estaduais da capital baiana e região metropolitana. No mês de abril, foram 23 casos.

“As justificativas são sempre as mesmas, eles alegam que estavam portando armas para se defender”, explica a titular. Como o menino de 16 anos flagrado, semana passada, entrando no Colégio Estadual Pinto de Aguiar, localizado no bairro de Mussurunga, com uma faca do irmão, membro do Exército. Segundo o depoimento do garoto, ele vinha sendo ameaçado por um colega: “Ele cismou que eu estava olhando para a namorada dele, mas era mentira”.

Por quatro dias, o adolescente não compareceu à escola, alegando à mãe ter sido suspenso. Quando retornou, entrou no colégio com a faca do irmão. “Da mesma forma que os outros dizem, alegou que era para se defender”, conta a delegada.

Ameaça – Segundo tipo de violência mais frequente em escolas, a ameaça de morte é situação corriqueira sofrida por  professores e diretores. No início do  mês de abril, um adolescente de 16 anos ameaçou matar uma professora e a diretora do Colégio Estadual Márcia Meccia, situada no bairro de Mata Escura. “A professora tentou tirá-lo da sala e ele se recusou. Com a chegada da diretora, após uma discussão, só saiu da sala após fazer o sinal com a mão de que mataria as duas”, contou a titular da Delegacia para o Adolescente Infrator.

Desestrutura –  Para a delegada, faltam políticas públicas de investimento do Estado, tanto no âmbito estrutural como educacional. O Colégio Lomanto Júnior, situado no bairro de Itapuã, é um exemplo disso. A falta de verba estadual impossibilitou a construção de um muro, que caiu há um ano. No seu lugar, foram erguidos tapumes.

De acordo com o vice-diretor, Roberto Andrios, sem muro, as aulas noturnas chegaram a ser suspensas durante um dia, e 700 alunos ficaram sem aulas. O colégio também não recebeu 28 TVs pendrive pelo risco de roubo. Segundo relatos de alunos, “estranhos” têm entrado no colégio para furtar.

“A comunidade reclama. É fácil entrar qualquer pessoa. E temos meninos pequenos, do ensino fundamental”, alerta a coordenadora pedagógica, Ana Ferraz. “A gente fica com medo da bandidagem. Não podemos deixar mais nada nas salas de aula, senão as coisas somem”, conta Maxwell Santos, 17 anos, aluno do 1º ano do ensino médio.

Fonte: A Tarde

Brasil tem mais de um terço dos analfabetos da América Latina

Dados da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade) indicam que em todo o mundo vivem 800 milhões de adultos não alfabetizados. Desse total, 35 milhões estão em nações latino-americanas. O Brasil que é o país mais populoso da região também concentra mais de um terço da população analfabeta da América Latina, 14 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantantamento da Clade, divulgado em 2007, no grupo de países da América Latina e do Caribe, Cuba apresenta a menor taxa de analfabetismo: o problema atinge 0,2% da população. Já na Guatemala, que tem os piores indicadores, o problema afeta quase um terço (30,9%) das pessoas com mais de 15 anos.

Nesse ranking, o Brasil ocupa a 14ª posição, em um total de 19 países. De acordo com dados da Clade, com um percentual de 11,4% de analfabetos entre a população com mais de 15 anos de idade, a média brasileira fica atrás, por exemplo, dos índices do México (9,10%), Equador (9%), Panamá  (8,10%) e da Colômbia (7%). A Clade é uma rede de organizações da sociedade civil que atua em defesa do direito ao ensino público gratuito e de qualidade.

Segundo a Pnad, o índice de analfabetismo entre os brasileiros com mais de 15 anos é de 10%. Para o educador peruano e consultor internacional José Rivero, uma das explicações para a persistência do problema, tanto na América Latina quanto no Brasil, são as grandes desigualdades sociais da região.

“O Brasil é a primeira potência em matéria econômica, mas tem questões de pobreza que são incompatíveis com essa qualidade. Essa bipolaridade tem possibilitado a existência de uma camada muito grande de analfabetos”, analisa. Rivero acredita que a redução do analfabetismo só ocorrerá quando houver menos injustiça social. E o enfrentamento desse problema, segundo ele, é papel do Estado e da sociedade civil.

Recentemente, os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia, declararam que os dois países estão livres do analfabetismo. Para isso, utilizaram a metodologia do programa cubano de alfabetização Yo, sí Puedo, criado pelo governo de Fidel Castro. O método usa programas de rádio e de televisão para alfabetizar jovens e adultos.

“Há mais esperanças na medida em que há mais consciência de que não se pode seguir como era antes. Há programas muito interessantes, mas é preciso que os países se organizem sabendo quanto custa alfabetizar. Não basta o político dizer que precisa alfabetizar, é preciso saber o preço”, alerta.

O relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para Educação, Vernor Muñoz, cita as ações da Venezuela e da Bolívia como “exemplos de opções concretas”. Para ele, o Brasil tem um “compromisso enorme”, mas as conquistas ainda não refletem esse esforço.

José Rivero teme que a campanha de alfabetização encampada pelos países latino-americanos possa ser afetada pela crise financeira internacional. “Essa crise está afetando a América Latina, que vai ficar mais pobre. Nesse sentido, não há como prever quando o problema realmente vai acabar. Às vezes nos esquecemos de que não pode existir um bom futuro em matéria de alfabetização se a escola pública não for fortalecida, ela é a grande alfabetizadora. E para isso é preciso dinheiro”, afirma.

Outras noticias sobre analfabetismo

Fonte:Portal Terra

Empresa japonesa ignora protestos contra game de estupro

Uma fabricante de jogos de computadores rejeitou, nesta sexta-feira (8), campanhas e protestos feitos por entidades de direitos humanos dos Estados Unidos contra o game “RapeLay”, que faz os jogadores simularem atos de violência sexual contra mulheres.

A organização Equality Now, de Nova York, lançou uma campanha nesta semana “contra jogos simuladores de estupro e banalização da violência sexual no Japão”.

Em protesto à fabricante, ativistas escreveram ao primeiro-ministro japonês, Taro Aso, argumentando que o jogo rompe com as obrigações do país em relação à Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Mulheres, ocorrida em 1985.

A fabricante do game minimizou a campanha. “Estamos confusos com a ação”, disse o porta-voz Makoto Nakaota. “Fazemos jogos para o mercado doméstico, de acordo com a legislação vigente aqui [no Japão]. Não podemos comentar [a campanha] porque não vendemos [o game] para outros mercados.”

Jogadores ganham pontos por atos de violência sexual, incluindo abordagem de garotas em estações de trem, estupro de virgens e suas mães, e forçando mulheres a fazer aborto, de acordo com um comunicado da Equality Now.

O Japão, frequentemente criticado por pornografia infantil, proibiu em 1999 a produção, distribuição e uso comercial de fotos que suscitem atividades sexuais, vídeos e outros materiais envolvendo pessoas com menos de 18 anos.

No entanto, a lei não criminaliza a posse destes tipos de materiais, e também é lacônica quanto à pornografia infantil por meio de animações de computação gráfica, categorizada como “hentai” (pervertido).

A gigante do varejo on-line Amazon encerrou as vendas de “RapeLay” dos seus websites, depois de receber reclamações. Clipes do game ainda são encontrados no YouTube.

O comitê japonês da Unicef disse que isso atrapalha as medidas internacionais para combate à pornografia infantil.

“No mundo globalizado, conectado pela internet, qualquer tipo de abertura pode arriscar todas as legislações”, disse uma porta-voz. “O mundo tem que direcionar ações voltadas à tentativa de banir o acesso e visualização de imagens virtuais.”

Um porta-voz do setor de igualdade de gêneros do governo japonês disse que o departamento “está resolvendo o problema agora”.

Fonte: Folha Online

Agressões e tráfico estão presentes nas escolas do DF

Quase 70% dos alunos das escolas públicas do Distrito Federal já presenciaram alguma agressão física no ambiente escolar e 15% já foi vítima desse tipo de violência. Esse é um dos resultados apontados por uma pesquisa sobre violência nas escolas divulgada hoje (6) pela Secretaria de Educação do Distrito Federal e pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA). Cerca de 10 mil questionários foram aplicados a professores e estudantes do ensino fundamental e médio.

A pesquisadora Miriam Abromovay, que coordenou o estudo, acredita que a realidade do DF se aplica a todo o país. “Esse estudo de caso é local, mas ele acontece em muitas capitais, municípios e estados do país. Essa é uma situação que existe em todos os lugares. São situações não-específicas do DF”, defende.

O estudo detectou a presença de diferentes formas de violência nas escolas, desde agressões verbais até o tráfico de drogas e o porte de armas. Quase um quarto dos alunos diz já ter visto alguém portando arma de fogo na escola. Nas unidades de ensino localizadas nas cidades-satélites de Brasília, os índices chegam a 30%. E 3% dos estudantes afirmaram já ter levado arma de fogo para a escola. “Na questão de violência, todo 1% é um dado importante”, avalia Miriam.

A presença do tráfico dentro e ao redor da escola também é um dos problemas apontados pelo estudo. Mais de um terço dos professores e 23% dos alunos sabem da existência ou já presenciaram a situação.

“Mas o que mais chama atenção, além de todos esses problemas, é o a microviolência que se dá nas relações sociais. A discriminação e o preconceito, seja entre raças, pela condição social, pelo jeito de se vestir ou mesmo a homofobia são muito presentes”, destaca a pesquisadora.

Segundo Miriam, a pesquisa aponta que “o clima escolar não é de felicidade, mas de muito preconceito e briga”. “Nesse contexto de violência a educação não pode melhorar”, avalia.

Apesar dos aspectos negativos levantados pelo estudo, os alunos têm uma percepção positiva sobre a escola e estão dispostos a modificar o ambiente. Mais de 70% acreditam que vão continuar estudando e posteriormente conseguirão um bom trabalho.

“O importante não é só fazer o estudo, mas agora transformá-lo em políticas públicas. Conseguimos detectar o problema para saber o que fazer. Mas eles têm esperança de um futuro melhor, estudar é muito importante para eles e é fundamental levar isso em consideração na formulação das políticas”, diz Miriam.
No ano passado, a secretaria lançou um projeto específico para enfrentar a questão da violência nas escolas públicas do DF. O estudo encomendado à RITLA vai subsidiar as ações da Política de Promoção da Cidadania e da Cultura da Paz. Outro aspecto investigado pela pesquisa é o uso da internet como instrumento para a violência. Mais de 36% dos alunos afirmaram já terem sofrido ciberviolência e 17,3% dizem ter praticado esse tipo de violência. Xingamentos, invasão de e-mail e publicação indevida de imagens estão entre as ocorrências mais citadas por estudantes e professores.

“Nós pudemos perceber que os alunos são vítimas, mas também atores desse processo. Os professores também têm muitas queixas sobre o uso incorreto da internet. Ou seja, o acesso à internet é importante, mas eles precisam ser orientados sobre o mau uso dessa ferramenta e possíveis conseqüências”, disse.

O estudo completo está disponível no site da RITLA.

Fonte: Portal Terra

Professor terá computador de R$ 1,4 mil

BRASÍLIA – Uma portaria publicada no ” Diário Oficial da União ” de ontem lançou, pelo segunda vez em menos de um ano, o programa ” Computador Portátil para Professores ” que venderá notebooks mais baratos para professores da rede regular de ensino. O primeiro lançamento foi em julho do ano passado, em solenidade no Palácio do Planalto. Mas a crise internacional e a oscilação cambial fizeram com o que o programa fosse abortado. Com a estabilidade na relação dólar/real, a iniciativa foi ressuscitada, oferecendo um computador mais moderno, mas a um custo maior: R$ 1,4 mil, ante os R$ 1 mil previstos anteriormente.

No ano passado, o governo chegou a fazer os testes de adesão com os bancos e os Correios, mas veio a crise internacional e a cotação da moeda americana perante a brasileira disparou. O assessor especial de inclusão digital da Presidência da República, Nelson Fujimoto, lembra que o mercado de informática, sobretudo o de computadores portáteis, é extremamente dependente de insumos importados – os equipamentos são apenas montados no Brasil. ” Quando idealizamos o programa, o dólar valia R$ 1,60. Em outubro, quando ele entraria em vigor, o dólar estava em R$ 2,40. ” Com isso, o governo sequer chegou a conversar com a indústria, pois sabia que a iniciativa estava inviabilizada. Como o câmbio deu sinais de estabilização no atual nível, R$ 2,11, o projeto saiu da gaveta novamente. Para compensar o aumento do preço, o modelo do computador portátil também foi aprimorado. A memória RAM dobrou dos anteriores 512 KB para 1 mega e o disco rígido passou de 40 gigabytes para 80 gigabytes. A ideia é que o programa atenda os 3,4 milhões de professores do ensino regular – estão de fora professores de cursinhos para concursos, vestibulares e escolas de línguas. A partir da publicação da portaria, Nelson projeta um mês para os testes com os bancos conveniados – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A partir de julho, o programa deve estar implantado em todas as capitais.

Fonte: Portal Uol

SEC da BA seleciona 623 professores

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) seleciona neste mês 623 professores em Salvador. A inscrição para o processo seletivo simplificado começou nesta terça-feira, 5, e segue até o domingo, 10. Os interessados devem acessar o site da Consultec, empresa organizadora da seleção, para preencher um requerimento e enviá-lo pela internet. Em seguida, é necessário imprimir o boleto bancário e efetuar o pagamento no valor de R$40.

As vagas são para professor classe 3, com carga horária de 20h e remuneração de R$ 777,95. A seleção ocorre em Salvador no dia 17 de maio e será feita através de prova objetiva, de caráter eliminatório, com 20 questões de conhecimentos gerais e 20 questões de conhecimentos específicos. O processo seletivo tem validade de dois anos.

Mais informações podem ser encontradas no edital da seleção, publicado na edição desta terça do Diário Oficial e disponível no site da Consultec.

Fonte: Atarde

I Semana de Educação Matemática da UESB

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A I Semana de Educação Matemática: Discutindo o trabalho docente aliado às novas tendências educacionais, a ser desenvolvida pelo Departamento de Ciências Exatas (DCE), Laboratório de Ensino de Matemática (LABEMAT) e Centro Acadêmico de Matemática (CAMAT) Colegiado do Curso de Matemática (CCMAT), PROCIEMA propõe discutir o processo de ensino-aprendizagem propostos atualmente e incentivar o uso de novas ferramentas educacionais.

Pretendemos promover para os docentes, discentes e a comunidade de uma maneira geral uma possibilidade de reflexão sobre a Educação Matemática, com o objetivo de identificar os pontos de partida para a possível transformação do ensino.

Nesta semana será apresentado um leque de sugestões de práticas educativas que visam adequar a educação a seu público atual e diminuir a distância entre teoria e prática na Educação Matemática, facilitando assim o intercâmbio entre alunos e professores de instituições brasileiras atuantes nesta área e trazer a comunidade para essa discussão. Os trabalhos serão desenvolvidos através de conferências, mesas-redondas, fóruns, minicursos, comunicações orais, laboratório, banners, pôsteres e atividades culturais.

Estaremos ministrando a Oficina: CRIAÇÃO E UTILIZAÇÃO DO BLOG NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA PARA INCLUSÃO DIGITAL

Para mais informações acesse o site da UESB

Especialistas: ensino público decaiu ao democratizar-se

A última prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) apontou a prevalência absoluta das escolas privadas nos primeiros lugares na classificação geral, levando à tona a decaída da qualidade do ensino público. Especialistas e profissionais da área de educação ouvidos pelo Terra são unânimes em afirmar que o processo de decadência da educação pública no País vem da segunda metade do século XX, num período que começou nos anos 50 e teve o ápice nos anos 70. Segundo eles, esse problema começou a ser gerado quando houve a democratização da educação do País, com o aumento da demanda por matrículas nas escolas e, com isso, o crescimento dos índices de desistência e repetência.

“Nós nunca tivemos um ensino público de qualidade no Brasil. No início, a escola não era para todos. Quando ainda era considerada boa, atendia uma parte muito pequena da população, que já vinha com a base educacional muito grande da família. A escola recebia filhos das classes mais alta e média e não fazia muita diferença na vida desses alunos. A partir dos anos 70, começou a privatização da educação básica, ao mesmo tempo em que o movimento social passou a garantir escola para todos. Quando as classes populares puderam entrar na escola pública, a classe alta saiu dela. Nesse mesmo período, a escola pública passou a receber menos recursos e menos estrutura”, afirma a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), professora Maria do Pilar Lacerda.

Segundo a 4ª vice-secretária do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) e secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Mariza Abreu, o Brasil fez uma “absorção da escola entre 1950 e 2000″, pressionado por movimentos populares. Até 1950, o Brasil tinha 52 milhões de habitantes, sendo que mais de 50% moravam na zona rural, e 36% (das classes média e alta) eram estudantes de 7 a 14 anos. “Os setores populares estavam fora. A escola tinha certa qualidade. Os professores tinham nível de remuneração igual ao de juízes e médicos”, compara Mariza.

“Em 1950, passamos para 170 milhões de habitantes e pulamos para 97% de taxa de escolarização nessa faixa etária. Com isso, temos um grande aumento (no número) de matriculas, e também uma grande taxa de reprovação e repetência. A intensa absorção do número de alunos nessa época, não foi acompanhada, e os recursos públicos destinados à educação não cresceram na mesma proporção da matrícula. A escola absorveu os pobres e ficou mais pobre”, diz a 4ª vice-secretária do Consed.

O professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Márcio da Costa afirma que o problema na educação pública tem dois indicadores. “Uma coisa é qualidade e a outra, abrangência. À medida em que abrangência cresce, a qualidade decresce. Quando (a escola) era para poucos, ela tinha grande qualidade. A partir do momento que se tornou mais universal, a qualidade caiu”, diz.

  • Escola privada

O professor Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp) e delegado da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), afirmou que a escola privada é…clique aqui para ver a entrevista na integra

Fonte: Portal Terra