Archive for novembro 2009

Banda larga dos pobres já existe

O presidente Lula promete colocar banda larga na casa de cada brasileiro –o que sairia por R$ 180 bilhões e demoraria cinco anos. No mínimo.

A banda larga dos pobres, porém, já existe e, com pouco dinheiro, poderia crescer rapidamente –mas quase ninguém dá importância. São as lan houses.

Colhi documentos oficiais e do Ibope que mostram que são hoje, no país, 180 mil lan houses, que atendem 31 milhões de pessoas, a imensa maioria delas pobres –o detalhamento está no www.catracalivre.com.br. Ou seja, a inclusão digital no Brasil é informal e, na prática, clandestina.

Diante desses números, fica óbvia –pelo menos para quem deseja evitar desperdícios– que deveria haver um plano de apoio à rede de lan houses para que exerçam um papel de centros comunitários digitais. Poderiam ser tanto um “poupatempo”, aproximando o cidadão dos serviços públicos, com uma extensão da sala de aula.

Em algumas cidades, criaram o vale-internet: o aluno recebe o vale e pode gastá-lo numa lan house que oferece um professor.

Essa proposta não tem a grandiosidade marqueteira de oferecer banda larga para todos mas, por ser barata e rápida, pode ajudar imediatamente os mais pobres.

Fonte: Folha Online

3º Encontro de Matemática do Ifba – 3º EdeMat

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III Encontro de Matemática do IFBA

EUNÁPOLIS – Com o intuito de promover a matemática como instrumento de inclusão social, o Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Bahia (IFBA) realiza o III Encontro de Matemática e o III Campeonato de Jogos Matemáticos do Campus de Eunápolis, entre os dias 23 a 27 de novembro de 2009, das 14h às 22h.

O evento tem como objetivos desmistificar a matemática como “Bicho Papão”, democratizando o ensino e apresentar a ciência como elemento de ligação e compreensão da realidade, através de trabalhos realizados pelos alunos do Curso de Licenciatura em Matemática do IFBA de Eunápolis, procurando ampliar o espaço para debates, divulgação e intercâmbio de conhecimentos relacionados à Matemática. Além disso, esse encontro serve como oportunidade para reflexões a respeito da prática e dos objetivos do Curso de Licenciatura em Matemática.

Esse Encontro é um evento realizado anualmente pelo Curso de Matemática do IFBA e permite aos participantes o contato com profissionais da área de ensino e pesquisa, educação e modelagem em Matemática. O encontro é aberto a estudantes, pedagogos, professores, pesquisadores e a todos aqueles que tenham interesse na melhoria da qualidade de ensino de nossa região e do país.

Neste ano o IFBA realiza em conjunto com o Encontro de Matemática, o Campeonato de Jogos Matemáticos com o objetivo de divulgar e promover o interesse pelos jogos matemáticos. O evento será coordenado pelo professor  Josaphat Ricardo Ribeiro Gouveia Júnior,  atual professor e coordenador do curso de Licenciatura Plena em Matemática do IFBA.

Para maiores informações sobreo evento acessem o blog do 3º EdeMat

Pobres vão tomar universidade

O escândalo da minissaia de Geisy Arruda é apenas um detalhe de um fenômeno muito maior: a entrada dos mais pobres no ensino superior brasileiro. Em breve –e breve significa mais três ou quatro anos– as classes C, D e E serão maioria nas universidades.

Uma consultoria especializada em ensino superior (Hoper) informa que, de 2004 até 2008, o número de alunos da classe C cresceu 84%, e da classe D, 52%. Isso significa um batalhão de quase 680 mil pessoas.

São brasileiros com mais expectativas profissionais, já que, ao entrarem na faculdade, imaginam-se com mais chance de um bom emprego. É gente que, em geral, tende a tornar-se mais crítica e ciosa de seus direitos –vejam como Geisy Arruda defendeu seus direitos.

É também gente, que, em geral, tem mais garra. Não é fácil sobreviver ao ensino médio público, trabalhar à noite e estudar de dia.

Aposto que está aí o nascimento, aos poucos, de uma nova elite brasileira. Sem perder o olhar crítico e a demanda por mais qualidade de ensino, os acadêmicos deveriam olhar com menos preconceitos para o ensino superior privado.

Assim como é melhor um jovem concluir o ensino médio público, por pior que seja, é melhor ter quatro anos de uma escola privada no ensino superior.

Baseado na suspeita de que esse público tende a demandar mais cultura, fiz a experiência de levar a faculdades privadas a experiência do site Catraca Livre (www.catracalivre.com.br), para treinar os estudantes sobre como aproveitar a programação cultura gratuita da cidade de São Paulo. Rapidamente, uma parcela dos estudantes, segundo depoimentos de diretores das faculdades, começou a frequentar os eventos, até concertos de música erudita e ópera.

Fonte: Folha Online

Professora teria tapado boca de aluno com fita crepe em MG

Uma professora suspeita de tapar a boca e prender os braços de um aluno de 4 anos com fita crepe em sala de aula foi demitida de uma escola particular de Sete Lagoas (MG), no final de outubro. Elaine Aparecida Batista, 26 anos, é recém-formada em pedagogia e havia começado a dar aulas no Centro Educacional Mundo Encantado no início do ano, mas já havia trabalhado um ano como ajudante. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A reportagem não consegui localizar a professora para que ela comentasse o caso. O jornal afirma também que a mãe do aluno decidiu, dias após o incidente, tirar a criança da escola e processar Elaine por danos morais.

A diretora da escola, Maria da Consolação Machado, disse à Folha que a professora decidiu tapar a boca do estudante com fita crepe porque o menino a estava xingando, mas a fita não teria aderência forte. Como o menino tirava a fita da boca, a professora teria decidido prender os braços do garoto para trás, mas ele também teria conseguido se soltar. Doze crianças teriam presenciado a cena.

Em nota, o colégio disse à reportagem que seus profissionais passam por “rigorosa avaliação, tanto pessoal quanto profissional” e que, no caso da professora Elaine, não foi constatado nada que desabonasse sua conduta durante o período em que estava em teste na instituição.

A escola afirmou ao jornal ainda que o episódio foi um “lamentável e censurável incidente” e que o menino continuou indo à aula após o ocorrido, com acompanhamento psicológico.

Fonte: Portal Terra

Professora suspeita de tráfico de drogas é presa no PR

Uma professora do ensino fundamental foi presa, na segunda-feira, suspeita de integrar uma quadrilha de tráfico de drogas, Arapoti, no norte do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, Adriana Amorim, 27 anos, lecionava em quatro colégios públicos da cidade.

Segundo o delegado Marcos Paulo Rigoni Rubira, coordenador das investigações, a professora seria viciada em drogas e traficava para abastecer o vício. Não há indícios de que ela teria vendido entorpecentes para seus alunos. As investigações da polícia apontam que, em apenas um dia, a professora chegou a comprar cerca de R$ 4,5 mil em pedras de crack.

De acordo com a polícia, a professora já estava com o mandado de prisão expedido pela Justiça há cerca de uma semana. Agora as investigações continuam para cumprir dois mandados de prisão de integrantes da quadrilha.

As investigações apontaram que ela e a quadrilha chegavam a alugar carros para comprar drogas em Ponta Grossa. “O dono de um dos carros alugados disse que quando devolveram o veículo ele estava com um pó branco (cocaína) no chão”, disse o delegado.

Desde abril, a polícia de Arapoti deflagra a Operação Pedra Maldita, cuja finalidade é combater o tráfico de drogas na região. Já foram presas 13 pessoas, incluindo três da quadrilha que a professora participa, e apreendidos mais de R$ 100 mil em drogas.

Fonte: Portal Terra

Estudante causa tumulto por causa de minisaia

O episódio ocorrido na última quinta-feira, dia 22 de outubro, na Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), da unidade de São Bernardo do Campo, no Grande ABC Paulista, em que uma aluna foi ofendida por colegas por vestir trajes considerados “inapropriados” vem dividindo a opinião de estudantes da faculdade.

Muitos alunos se disseram surpresos com a situação de agressão que foi gravada, publicada como vídeo no site Youtube e visitada até o início desta tarde por cerca de 20 mil pessoas.

Thiago Damaceno, 23 anos, estudante do curso de Gestão de Rádio e TV, acompanhou todo o trajeto da aluna pela faculdade no momento da agressão.

Segundo ele, a estudante, que não teve o nome divulgado, “passou com trajes mínimos pelo corredor e chamou a atenção dos outros alunos”. “Estava conversando com um amigo quando a garota passou, e nós a seguimos até a sua sala. Não imaginei que a situação fosse sair do controle”, afirmou.

“A roupa era inadequada ao local. Ela sbia que estava em ambiente educacional”, disse Cláudia Cristina dos Santos, estudante de Educação Física, 37 anos.

Já para a aluna de Fisioterapia, Karina Oliveira, 23 anos, “o tamanho da saia não pode justificar a atitude das pessoas”. “Não era necessário o tumulto e nem o xingamento. Foi um absurdo”, afirmou Karina.

Para a estudante de Logística, Keila Graciano, 23 anos, “faltou bom senso”. “A menina estava vestida como alguém que ia para uma festa”. Keila acrescentou que não era preciso humilhar a garota. “Quer gravar um vídeo grava, mas não xinga”, completou.

O estudante de Educação Física, Elias Alves, 19 anos, criticou a atitude da menina. “Não foi uma decisão sábia e, pelo que eu me lembre, nem fazia calor. Ela poderia ter evitado toda a confusão”.

Para sair da faculdade, durante o tumulto da semana passada, a estudante que vestia uma mini-saia cor-de-rosa, teve de sair escoltada por Policiais Militares.

Na tarde desta quinta-feira, a Uniban informou que instaurou uma sindicância interna para apurar o episódio e que “pretende aplicar medidas disciplinares aos causadores do tumulto, conforme o seu Regimento Interno, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa”.

Fonte: Portal Terra
Video do Youtube do tumulto na Uniban.