Archive for setembro 2010

35% dos cursos de mestrado e doutorado são ruins ou regulares; 75 podem ser fechados

Cerca de 35% dos programas de mestrados e doutorados no país foram considerados ruins ou regulares, de acordo com a avaliação trienal da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, órgão do MEC), divulgada nesta terça-feira. Também entraram na avaliação os mestrados profissionais.

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Capes mostra que 75 cursos de pós-graduação podem ser encerrados
Cresce nº de mestrado e doutorado no país

De acordo com o relatório, 2,7% dos programas (o que equivale a 75 cursos) obtiveram notas 1 ou 2, consideradas insuficientes e que provocam o descredenciamento. Outros 32% receberam nota 3, que significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade.

A avaliação é feita a cada três anos e desta vez foram avaliados 2.718 programas, englobando quase 4.100 cursos –mestrados acadêmicos e profissionais, além de doutorados. No último exame da Capes, o índice de programas com notas 1, 2 ou 3 era menor (32%).

Por outro lado, houve ligeiro aumento dos cursos com a nota mais alta possível (7), que equivale ao padrão internacional. Segundo a avaliação da Capes, 4,1% dos programas conseguiram a nota mais elevada neste ano, enquanto em 2007 esse índice ficou em 3,6%.

Na avaliação do presidente da Capes, Jorge Guimarães, o crescimento da pós-graduação no país não foi só quantitativo, mas também qualitativo. “Do ponto de vista do desempenho científico, houve melhora considerável. O Brasil vem galgando posições cada vez mais altas nos rankings internacionais”, afirma.

Hoje o país é 13º do mundo em produção científica do ponto de vista da quantidade de publicações. O presidente da agência espera que em 2010 o país chegue ao 12º lugar.

Já sob no aspecto qualitativo, que leva em conta o número de citações de artigos brasileiros em publicações de todo o mundo, o país ocupa o 22º lugar entre os 30 países que dominam 98% da produção científica no mundo.

Fonte : Folha.com

Pnad: Nordeste registra maior redução de analfabetos do País

A região Nordeste reduziu 3,7 pontos percentuais a taxa de analfabetismo, entre 2004 e 2009. De 22,4%, registrado em 2004, o nordeste passou a ter 18,7% da população que não sabe ler e escrever. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A diminuição é mais do que o dobro da taxa de redução do País, que segundo a Pnad, foi de 1,8% no mesmo período.

Apesar disso, o Nordeste ainda é a região que apresenta o maior número de analfabetos, chegando ao dobro da média nacional. Em 2008, a taxa de analfabetismo das pessoas, de 15 anos ou mais de idade, foi de 19,4 no nordeste, contra 10,0 no País. Neste mesmo ano, a média da região sudeste foi de 5,8 e a do sul de 5,5. Em 2009, houve uma redução de 0,8 ponto percentual no sul e de 0,9 no sudeste.

Segundo a Pnad 2009, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade no Brasil, em 2009, foi de 9,7%, que representa, aproximadamente, 14 milhões de analfabetos.

Atrás do Nordeste, vem a região Norte, com uma taxa de 10,6% de analfabetos, redução de 2,1 pontos percentuais em relação a 2004. No Centro-oeste, a pesquisa levantou que 8% da população ainda não sabem ler e escrever, apesar da redução de 1,2 ponto percentual, na comparação com 2008.

Analfabetismo cresce conforme a idade
De acordo com o estudo, a maior concentração de analfabetos está na população de idade elevada. Das pessoas que não sabiam ler e escrever, 92,6% tinha 25 anos ou mais de idade. Do grupo de entrevistados nesta faixa etária, 12% eram analfabetos. Entre as pessoas maiores de 50 anos, segundo a pesquisa, 21% não sabia ler e escrever.

Mais uma vez, a região Nordeste se destaca. Do grupo de nordestinos com 25 anos ou mais, 23,8% eram analfabetos. Para as pessoas com mais de 50 anos, a proporção chegou a 40,1% na região.

Renda determina escolaridade
A taxa de escolarização das crianças de 6 a 14 anos de idade foi de 97,6% em 2009 e a dos jovens entre 15 e 17 anos foi de 85,2%, segundo a Pnad 2009. Não fosse pelas famílias que têm a renda per capita inferior a um quarto do salário mínimo, a educação estaria praticamente universalizada nessa faixa etária.

A pesquisa apurou que 3,5% das crianças entre 6 e 14 anos de idade, que viviam em casas com a renda inferior a um quarto do salário mínimo, não frequentavam a escola. Já as residências em que a receita era de 1 salário mínimo por pessoa, 99% das crianças estudavam.

A escolarização dos menores, entre 4 e 5 anos de idade, foi de 74,8% no Brasil. Porém, para os que residiam em domicílios com rendimento mensal inferior a um quarto do salário mínimo, per capita, a proporção foi de 66,8%. Em contrapartida, nas casas em que a receita era de 1 salário mínimo ou mais, 86,9% frequentavam a escola.

De acordo com a Pnad, em 2009, havia 55,2 milhões de estudantes, sendo que 78,1% do total contavam com a rede pública de ensino. Na Pnad 2009, foram pesquisadas 399.387 pessoas e 153.837 unidades domiciliares distribuídas por todas as Unidades da Federação.

Fonte: Portal Terra

MEC anuncia que exigência de fiador para o Fies vai terminar

O Ministério da Educação anunciou na tarde desta quarta-feira que a exigência de fiador no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai terminar. Medida provisória publicada nesta quarta permite a criação de um fundo garantidor para as instituições, com o objetivo de substituir o sistema de fiança e facilitar o acesso à educação superior.

“A maioria das pessoas que tentam contratar o Fies e não conseguem é porque não tem fiador”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, a composição do fundo garantidor será feita a partir do próprio mecanismo de financiamento. De cada título emitido pelo Fies a favor da instituição, será destacada uma parcela para o fundo garantidor.

De acordo com o ministro, a medida provisória deverá ser regulamentada até o fim de setembro, com regras definidas pelos ministérios da Educação e da Fazenda. A adesão das instituições ao fundo garantidor será voluntária; portanto, o fiador será necessário naquelas que não optarem pelo fundo.

Hoje, cerca de 800 instituições participam do Fies. Até o fim de 2009, foram fechados 562 mil contratos. Só este ano, foram firmados 47 mil, com a reformulação do programa. O novo formato do Fies facilitou a tomada do financiamento por parte dos estudantes. Além das inscrições permanentemente abertas, o que permite que o aluno solicite o financiamento em qualquer época do ano, os juros baixaram para 3,4% ao ano e o prazo para quitação do empréstimo foi ampliado (três vezes o tempo de duração do curso, acrescido de doze meses).

Fonte: Portal Terra

Aumenta número de professores formados em área carente do ensino

Dados inéditos do Ministério da Educação mostram que cresceu 84%, em sete anos, o número de universitários formados em cursos para lecionar nas matérias mais carentes de docentes no ensino médio (física, química, biologia e matemática).

De acordo com o texto, 39,8 mil universitários conseguiram o diploma em uma das quatro licenciaturas no ano passado. Apesar disso, o contingente é bem inferior aos 100 mil docentes sem formação específica que atuam nessas quatro disciplinas do ensino médio. Em física, por exemplo, se formaram 2.000 alunos no ensino superior em 2009, mas 33 mil docentes estão improvisados no antigo colegial.

O ministério reconhece que a formação de professores precisa melhorar, mas acredita que os novos dados mostram avanços, uma vez que há oferta maior de profissionais para contratações. A pasta cita como ações que contribuíram para o aumento de concluintes a adoção de bolsa de R$ 400 aos alunos de licenciaturas e o piso nacional do magistério, que começou com R$ 950 no ano passado, mas sofre resistência de alguns Estados –o valor pode servir de estímulo para conclusão do curso.

 

Fonte: Folha.com