Archive for fevereiro 2012

MEC: piso para professor em 2012 é de R$ 1.451

Todas as redes públicas precisam pagar, no mínimo, este valor mensal para uma carga semanal de 40 horas

O Ministério da Educação confirmou o valor do novo piso nacional para professores em R$ 1.451. O salário é o mínimo que deve ser pago mensalmente a professores que tenham carga horária semanal de 40 horas. Os docentes que trabalham em jornadas diferentes precisam receber um montante proporcional.

O valor é 22,22% maior do que o piso de 2011, que era de R$ 1.187. O ajuste foi feito conforme determina a lei que institui o piso nacional, de 16 de junho de 2008, aprovada pelo Congresso Nacional. Ele se baseia na arrecadação do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação Básica.

Na semana passada, o MEC já havia avisado Estados e municípios que o valor para 2012 é retroativo a janeiro e redes que não estejam pagando esta quantia precisarão ressarcir os professores.

Ainda há muitas redes que não pagam o piso. O tema é uma das razões para uma paralisação nacional de professores prevista para os dias 14, 15 e 16 deste mês.

Estados pressionam por valor menor

A manifestação também será contra a pressão que os governadores Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais, Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, Cid Gomes (PSB), do Ceará, e Jaques Wagner (PT), da Bahia, fazem para que a Câmara dos Deputados vote um um recurso que muda a forma como o piso para professor é reajustado. Eles defendem um reajuste pela inflação, que ficaria em 6%. Para os sindicatos, a criação do piso tinha o objetivo de valorizar a carreira e, repor a inflação, tornaria a lei nula.

Municípios pedem mais verba federal

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou que o aumento de 22% terá um impacto de R$ 1,6 bilhão nas contas das prefeituras. A estimativa, que leva em conta informações referentes a 2.039 cidades, foi feita a partir da diferença entre as médias salariais pagas hoje a professores das redes municipais e o piso de R$ 1.451 para 2012 fixado pelo MEC.

A entidade cobra uma maior participação da União no custeio do pagamento dos salários dos professores. A Lei do Piso prevê que, nos casos em que o município não possa bancar o valor, a União repassará recursos complementares. Mas, desde que a legislação está em vigor, nenhuma prefeitura ou governo estadual cumpriu os pré-requisitos necessários – como a comprovação de incapacidade financeira – para obter a complementação.

Fonte: IG

VOLARE LANÇA ESCOLARBUS 4×4 PARA ATENDER NOVA FASE DO PROGRAMA CAMINHO DA ESCOLA

Veículo é o primeiro miniônibus do Brasil com tração nas quatro rodas

Caxias do Sul(RS), 03 de fevereiro de 2012 – Para atender à demanda do Programa Caminho da Escola para o transporte de estudantes na zona rural, a Volare, principal fabricante brasileiro de miniônibus, lançou o modelo Escolarbus 4X4. É o primeiro miniônibus no País com tração nas quatro rodas e foi desenvolvido para trafegar em locais de difícil acesso, muitas vezes sem estradas, onde um veículo com tração convencional não tem condições de ser utilizado.

O Volare Escolarbus 4X4 conta com um conjunto powertrain totalmente diferente dos modelos convencionais, que possuem tração somente nas rodas traseiras. Recebeu novo eixo dianteiro tracionado e sistema de transmissão com a opção de utilização 4X2 (somente tração nas rodas traseiras), 4X4 (tração nas rodas dianteiras e traseiras) e 4X4 com reduzida.

O desenvolvimento, em tempo recorde, do novo Escolarbus 4X4 contou com a parceria da Agrale e da Dana, duas fornecedoras de sistemas e componentes para a Volare, na definição do conjunto de powertrain. Segundo Roberto Poloni, gerente de Engenharia da Volare, o sistema de tração é muito robusto e permite trafegar por locais alagados ou sem pavimentação, com segurança e tranquilidade. “O Escolarbus 4X4 demonstra, mais uma vez, a capacidade e a versatilidade da Volare no desenvolvimento e concepção de projetos inovadores. Entre a publicação da licitação, no meio do ano, e a produção das primeiras unidades foram menos de quatro meses”, salienta o executivo.

O Volare Escolarbus 4X4 é ideal para operar em estradas de difícil acesso, pois possui design diferenciado e características que facilitam a sua condução, mesmo em locais sob condições severas. O modelo tem ângulos de entrada e saída maiores, estepe no bagageiro traseiro, proteção especial para o cárter do motor e para o tanque de combustível. Possui carroceria com saia lateral mais alta, suspensão reforçada, sinalização diferenciada e espelhos que permitem total visualização em torno do veículo, o que proporciona maior facilidade e segurança em manobras e deslocamentos.

Com 6.785 mm de comprimento, o Volare Escolarbus 4X4 conta com cintos de segurança individuais, limitador de velocidade regulado para 70 km/h, porta-cadernos atrás de cada poltrona, espaço no porta-pacotes para mochilas, cronotacógrafo com GPS e bloqueador de ignição, que não permite ao usuário dar partida com o veículo engatado. Tem capacidade para transportar 26 alunos, espaço para cadeira de rodas e dispõe de rampa para embarque e desembarque de passageiros portadores de necessidades especiais.A produção das primeiras 350 unidades do Escolarbus 4X4 foi finalizada em dezembro de 2011. Esses miniônibus deverão atender aos pedidos dos municípios inscritos no Programa Caminho da Escola e que necessitem de um veículo todo-terreno.

Fonte: Autoscar

BA: Exército acompanhará retorno às aulas da rede pública

Em meio à greve de parte do efetivo de 32 mil policiais militares, cerca de um milhão de estudantes e 40 mil professores da rede pública estadual de ensino voltarão às aulas na próxima segunda-feira na Bahia. O Estado enfrenta uma onda de insegurança devido à paralisação. Neste sábado, o secretário estadual da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, garantiu que o retorno escolar ocorrerá normalmente, com presença de homens do Exército e de PMs que não estão em greve.De acordo com a vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), Marilene Betros, mesmo diante da chegada progressiva de homens da Força Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública, docentes estão receosos pela integridade física dos estudantes. “Temos preocupação com os alunos. A onda dos boatos pode se transformar em algo muito complexo. Como os estudantes vão voltar às aulas neste clima?”, indagou Marilene.O secretário estadual da Segurança Pública não informou quantos homens vão atuar na segurança dos colégios estaduais. “Há um centro de operações à disposição das forças e o gabinete emergencial já está funcionando. Temos uma parcela ínfima de grevistas, bem menor que o número do início”, disse.Já o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinep – BA), Natálio Dantas, emitiu recomendação para que as escolas particulares só voltem às aulas após o fim da greve. O grupo educacional que reúne os colégios São Paulo, Anchieta e as unidades Anchietinhas confirmou que acatará a recomendação da entidade, suspendendo as atividades na segunda-feira. “Os pais devem usar o nosso site como canal de comunicação. Nossa preocupação é a segurança dos alunos durante o trânsito deles”, afirmou Antônio Bamberg, diretor técnico e pedagógico das escolas que somam 4,5 mil estudantes na capital baiana.A estimativa inicial do governo foi a de que um terço (pouco mais de 10 mil policiais) do total de PMs havia parado. Sem dar detalhes da distribuição do efetivo pela capital e pelo interior, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Nardi, afirmou que mais de três mil homens estão na Bahia, “a maior massa” já empregada nesse tipo de operação.A greve dos PMs da Bahia, que completou neste sábado quatro dias, motivou uma onda de violência na capital. Desde a quarta-feira, a região metropolitana de Salvador registrou 55 homicídios. Somente ontem foram 32.A ausência de policiamento nas ruas também causou dezenas de saques e violência em todo o Estado. Só na sexta, 58 carros foram roubados e lojas arrombadas e saqueadas.

Fonte: Terra

MEC gasta R$ 110 mi em tablets sem plano pedagógico prévio

O MEC vai gastar cerca de R$ 110 milhões na compra de tablets para serem usados em sala de aula, mesmo sem ter produzido um estudo definitivo sobre o uso pedagógico dos aparelhos. Uma licitação para a aquisição de 900 mil aparelhos teve início na semana passada.

A informação é da reportagem de Breno Costa e Renato Machado publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A pasta afirmou que o desenvolvimento do método pedagógico vai acontecer na prática, após a aquisição das máquinas. Elas serão usadas na formação de núcleos, como parte de um plano piloto, em que professores e alunos trabalharão com os tablets para depois disseminarem o aprendizado.

A pesquisadora da UFRGS (Federal do Rio Grande do Sul) Léa Fagundes, coordenadora do programa ministerial no Sul e no Amazonas, afirma ser favorável ao uso do tablet, mas diz que a discussão sobre a compra do aparelho não passou por pedagogos.

Fonte:Folha.com

Pernambuco vai distribuir tablets a alunos do 2º e 3º anos

A Secretaria de Educação de Pernambuco vai distribuir tablets aos 170 mil estudantes do 2º e 3º anos do ensino médio das escolas estaduais.

A licitação, no valor de R$ 170 milhões, foi concluída nesta quinta-feira, e a entrega dos aparelhos será feita em março, disse o secretário estadual da Educação, Anderson Gomes.

Segundo ele, os recursos são do Estado, e a decisão de investir nos equipamentos foi tomada porque o governo optou por “olhar para o futuro”. “Trata-se de uma mudança de paradigma. Vamos colocar nosso ensino no século 21″, disse.

Dados divulgados em abril de 2011 pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco revelaram que 96,3% das 163 escolas públicas consultadas pela entidade se queixavam de problemas estruturais, como falta de professores nas salas de aula e de segurança.

O secretário disse que novos professores foram contratados e que, desde 2007, “praticamente todas as escolas do Estado foram recuperadas”.

“Naturalmente, vamos encontrar problemas pontuais, mas existem programas de manutenção, de construção de escolas e é preciso investir mais na qualidade.”

Os aparelhos doados permanecerão com os estudantes após a conclusão do ensino médio, o que obrigará o Estado a adquirir novos aparelhos todos os anos.

Os tablets terão teclado físico, tela touch screen, memória de 4 GB e sistema operacional Windows. Parte do material pedagógico será inserido nos aparelhos.

De acordo com o secretário, 88% das 1.100 escolas estaduais pernambucanas têm acesso à internet com velocidade de 2 GB, e 40% delas possuem rede sem fio.

Desde 2008, os 26 mil professores da rede estadual recebem créditos para a compra de notebooks. Os docentes do ensino médio, segundo Gomes, serão treinados para trabalhar com os tablets.

Fonte: Folha.com

Governo autoriza contratação de 3.059 professores para federais

O governo federal publicou nesta segunda-feira uma portaria no “Diário Oficial da União” autorizando a contratação de 3.059 professores universitários para o programa Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais).

A portaria conjunta dos ministérios do Planejamento e da Educação prevê que os contratos terão duração de seis meses, podendo ser prorrogados pelo mesmo período.

O texto publicado prevê parte dos professores começarão a ser integrados e partir de março deste ano e o restante a partir de abril. A contratação vai seguir um modelo escalonado para a chegada dos profissionais, de acordo com o regime horário de trabalho.

Entre março e agosto, serão contratados 900 professores com carga horária de 40 horas e a mesma quantidade para 20 horas.

Entre abril e setembro, serão integrados 629 professores com carga horária de 40 horas e 630, para 20 horas.

Caberá ao Ministério da Educação definir a distribuição das contratações pelas universidades federais brasileiras e as contratações serão feitas por meio de processo seletivo simplificado –para vagas temporárias.

Fonte: Folha.com