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BA: Exército acompanhará retorno às aulas da rede pública

Em meio à greve de parte do efetivo de 32 mil policiais militares, cerca de um milhão de estudantes e 40 mil professores da rede pública estadual de ensino voltarão às aulas na próxima segunda-feira na Bahia. O Estado enfrenta uma onda de insegurança devido à paralisação. Neste sábado, o secretário estadual da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, garantiu que o retorno escolar ocorrerá normalmente, com presença de homens do Exército e de PMs que não estão em greve.De acordo com a vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), Marilene Betros, mesmo diante da chegada progressiva de homens da Força Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública, docentes estão receosos pela integridade física dos estudantes. “Temos preocupação com os alunos. A onda dos boatos pode se transformar em algo muito complexo. Como os estudantes vão voltar às aulas neste clima?”, indagou Marilene.O secretário estadual da Segurança Pública não informou quantos homens vão atuar na segurança dos colégios estaduais. “Há um centro de operações à disposição das forças e o gabinete emergencial já está funcionando. Temos uma parcela ínfima de grevistas, bem menor que o número do início”, disse.Já o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinep – BA), Natálio Dantas, emitiu recomendação para que as escolas particulares só voltem às aulas após o fim da greve. O grupo educacional que reúne os colégios São Paulo, Anchieta e as unidades Anchietinhas confirmou que acatará a recomendação da entidade, suspendendo as atividades na segunda-feira. “Os pais devem usar o nosso site como canal de comunicação. Nossa preocupação é a segurança dos alunos durante o trânsito deles”, afirmou Antônio Bamberg, diretor técnico e pedagógico das escolas que somam 4,5 mil estudantes na capital baiana.A estimativa inicial do governo foi a de que um terço (pouco mais de 10 mil policiais) do total de PMs havia parado. Sem dar detalhes da distribuição do efetivo pela capital e pelo interior, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Nardi, afirmou que mais de três mil homens estão na Bahia, “a maior massa” já empregada nesse tipo de operação.A greve dos PMs da Bahia, que completou neste sábado quatro dias, motivou uma onda de violência na capital. Desde a quarta-feira, a região metropolitana de Salvador registrou 55 homicídios. Somente ontem foram 32.A ausência de policiamento nas ruas também causou dezenas de saques e violência em todo o Estado. Só na sexta, 58 carros foram roubados e lojas arrombadas e saqueadas.

Fonte: Terra

MEC gasta R$ 110 mi em tablets sem plano pedagógico prévio

O MEC vai gastar cerca de R$ 110 milhões na compra de tablets para serem usados em sala de aula, mesmo sem ter produzido um estudo definitivo sobre o uso pedagógico dos aparelhos. Uma licitação para a aquisição de 900 mil aparelhos teve início na semana passada.

A informação é da reportagem de Breno Costa e Renato Machado publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A pasta afirmou que o desenvolvimento do método pedagógico vai acontecer na prática, após a aquisição das máquinas. Elas serão usadas na formação de núcleos, como parte de um plano piloto, em que professores e alunos trabalharão com os tablets para depois disseminarem o aprendizado.

A pesquisadora da UFRGS (Federal do Rio Grande do Sul) Léa Fagundes, coordenadora do programa ministerial no Sul e no Amazonas, afirma ser favorável ao uso do tablet, mas diz que a discussão sobre a compra do aparelho não passou por pedagogos.

Fonte:Folha.com

Redes sociais, as novas parceiras de estudo

Escolas usam Facebook e até criam sites próprios para conectar alunos e professores

RIO – Twitter e Facebook costumam ser considerados inimigos dos estudos por muita gente. Mas algumas escolas já estão se rendendo às redes sociais e as usando como aliadas na preparação dos estudantes e na comunicação entre alunos e professores.

A Escola Parque, na Gávea, desenvolveu, no início do ano passado, a EP2, uma rede social interna semelhante ao Facebook. O projeto foi criado dentro da plataforma Ning, que permite a qualquer um customizar uma rede de acordo com suas necessidades. Na EP2, estudantes a partir do 6 ano podem escrever em seus murais, enviar mensagens diretas e participar de grupos de interesses específicos. O espaço virtual é coabitado por alunos e professores.

O coordenador do segundo segmento do ensino fundamental da escola, Giocondo Magalhães, explica que a ideia é educar os mais novos para as possibilidades de uso e também sobre os perigos das redes. Além de ser mais um espaço de difusão do conteúdo das disciplinas e dos trabalhos escolares.

— Ninguém ensina para eles como atuar nos meios digitais. O que a gente tenta é ajudá-los a tirar um uso pedagógico disso. Já acontecia de um professor colocar conteúdo sobre a disciplina no Facebook, como um vídeo do YouTube. Nossa ideia foi trazer essas experiências para um ambiente seguro, que fosse uma extensão virtual da escola. Além de não ter a limitação de idade de redes como o Facebook (que só aceita usuários maiores de 13 anos, o que é largamente burlado) — afirma o professor.

Professores ficam alertas para evitar cyberbullying

Os estudantes tiveram voz ativa na criação da EP2, apontando os recursos que julgavam mais importantes. E a participação rendeu frutos, pois os alunos abraçaram a ideia. Eles contam que, na rede, compartilham fotos e vídeos, além de usar a ferramenta de bate-papo e, principalmente, tirar dúvidas com professores.

— Uso bastante a EP2 para falar com os professores. Eles tiram dúvidas das matérias, é muito bom. Parece que eles ficam lá o dia inteiro, sempre estão on-line — conta Tamara Castorino, de 12 anos, que vai começar o 8 ano.

O coordenador afirma que os estudantes têm liberdade para postar e criar grupos de acordo com seu interesse. Na rede, é possível encontrar alguns dedicados a ídolos adolescentes, como Justin Bieber, e a times de futebol, como o Botafogo. Contudo, ele diz que há uma supervisão para evitar qualquer tipo de cyberbullying.

— Há uma questão de ética nas redes que a gente trabalha com eles. Ali, estão valendo os mesmos valores da escola. Discutimos com eles tudo ligado à discriminação e continuamos de olho para evitá-la — diz.

No Colégio Palas, no Recreio, a vontade da integração resultou na criação de um grupo no Facebook da turma do 3 ano do ensino médio, exclusivo para para alunos e professores da escola. Foi lá que eles passaram o ano passado trocando informações sobre datas de inscrição em vestibulares, resultado de provas do colégio e de seleções da universidades Além de tirar dúvidas das lições de casa e postarem vídeos e reportagens sobre os assuntos que viram em sala de aula.

— Os estudantes usam muito e há professores engajados também. A gente valoriza, mas $ão prioriza. Eles estudam com o grupo, vão trocando informações entre si. E dessa maneira funciona. Além disso, tem um fator motivacional também: um dá força para o outro o tempo todo — afirma Célia Regina, coordenadora da escola.

A professora Eloiza Gomes de Oliveira, da Faculdade Educação da Uerj, e pesquisadora do uso das redes sociais na educação, é a favor da escola usá-las como ferramentas pedagógicas. Mas alerta que é preciso seguir alguns passos para que o projeto dê certo e conte com a efetiva participação dos estudantes.

— As redes são um espaço de liberdade para os adolescentes, são um lugar para eles se expressarem. Quando a escola entra, não é a mesma coisa. Os alunos temem ser policiados, então é preciso ser muito transparente na relação. É preciso garantir a autonomia $estudante para que a dinâmica possa acontecer. O professor dá o pontapé inicial, mas não pode engessar a experiência — defende ela, que descarta a possibilidade de o uso das redes sociais provocar distração. — Quando eles fazem um trabalho em grupo, não estudam o tempo inteiro. Eles conversam, jogam. Isso não é uma coisa da internet, é natural do próprio jovem.

Grandes grupos internacionais de educação, voltados principalmente para cursos de inglês e preparatórios para a universidade, também miram no chamado “social learning”. O conceito pretende levar interatividade e a colaboração, base da chamada web 2.0, para o centro do processo de aprendizado.

A EmbassyCES, braço de idiomas do Study Group, montou o portal Study Smart. Nele, o foco é no aprendizado do aluno fora de sala de aula. Estão disponíveis exercícios interativos e o plano de aula para cada semana. Assim, o estudante pode acompanhar o seu progresso e até acelerar sua troca de nível. A Study Smart aposta também na interatividade: os próprios estudantes criam glossário de termos para as unidades do livro e ainda podem fazer grupos de estudo em salas de bate-papo.

Já a Kaplan International lançou em 2011 um projeto piloto, o Student Portal, implantado em uma escola em Londres e outra em Sydney, na Austrália. O formato é bem parecido com o do Facebook, com timeline, chat e mensagens privadas. Por enquanto, ele é usado principalmente por estudantes estrangeiros que ainda vão chegar aos cursos e aproveitam para se conhecer melhor. Há uma seção também que permite se inscrever nos passeios oferecidos pela escola no seu tempo livre, como idas a partidas de futebol ou museus.

A ideia é, no futuro, integrar totalmente a rede social à plataforma de ensino virtual já existente. Atualmente, a conexão é feita apenas através de um blog. Para o diretor-geral da Kaplan no Reino Unido e Irlanda, Erez Tocker, a proposta é aproveitar o tempo que os jovens já passam conectados.

— Eles passam muito tempo conectados, especialmente no Facebook. Então, a ideia é que o portal seja o nosso próprio Facebook e que eles passem mais tempo lá. Não podemos virar às costas para o que já está acontecendo — argumenta Tocker.

Fonte: O Globo

 

 

 

 

M.I.T. oferecerá cursos online para estudantes de todo o mundo

Acesso à plataforma será gratuito e aberto a qualquer pessoa, mas certificados terão custo

Enquanto alunos pagam milhares de dólares para estudar no Massachusetts Institute of Technology (M.I.T.), a universidade vai anunciar, nesta segunda, um novo programa permitindo que qualquer pessoa, em qualquer lugar, faça cursos online, sem pagar nada. E, pela primeira vez, serão oferecidos certificados oficiais.

- Há muitas pessoas que gostariam de desenvolver sua educação tendo acesso ao conteúdo oferecido pelo M.I.T., pessoas totalmente capazes e merecedoras de um certificado do M.I.T. – diz o reitor Rafael Reif.

M.I.T. iniciou seu programa de e-learning há dez anos, postando conteúdos de quase todas as disciplinas que oferece. Hoje, na OpenCourseWare, são cerca de 2 mil cursos, com mais de 100 milhões de usuários. Mas a nova plataforma interativa, a M.I.T.x, vai muito além, dando acesso a laboratórios online, testes e fóruns de estudantes.

Reif e Anant Agarwal, diretor do Laboratório de Ciência da Computação e de Inteligência Artificial, informam que a plataforma deve estar disponível no final de março, inicialmente com apenas um curso. O número deve ser aumentado com o tempo, como ocorreu com a OpenCourseWare.

- As tecnologias são muito mais avançadas do que quando iniciamos a OpenCourseWare. Teremos ferramentas pedagógicas para os alunos fazerem testes e para criarem comunidades online – disse Agarwal.

O acesso aos cursos e às ferramentas será gratuito, mas os certificados serão cobrados, a preços “acessíveis”, informou Reif. Os certificados, porém, não serão equivalentes aos dos cursos regulares do M.I.T. Levarão o nome de uma organização sem fins lucrativos a ser criada para apoiar a plataforma M.I.T.x.

M.I.T. espera que , no futuro, a plataforma forme uma comunidade virtual de aprendizado internacional, que até mesmo contribuia para a formação dos estudantes presenciais do M.I.T. O instituto acredita que outras universidades usem a M.I.T.x para seus cursos online.

Fonte: o Globo

Universitários já podem fazer financiamento antes da matrícula

Portaria que permite mudança no Fies para garantir adesão ao programa antes do pagamento da taxa saiu nesta sexta.

Uma medida anunciada pelo Ministério da Educação – e bastante aguardada pelos estudantes universitários desde então – para os participantes do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) finalmente sairá do papel: a não cobrança de matrícula. A partir de agora, os interessados poderão aderir ao programa de financiamento antes mesmo de pagarem a taxa de matrícula exigida pelas instituições.

A portaria que permite a mudanças nas regras do financiamento foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. Era uma mudança prevista para ocorrer desde o ano passado, mas que ainda não contava com nenhuma ferramenta que permitisse a adesão prévia do estudante. Hoje, os estudantes que participam do programa pagam as taxas de matrícula e são restituídos depois.

De acordo com a portaria, as instituições de ensino estão proibidas de fazer a cobrança da matrícula ou das parcelas das semestralidades dos universitários que já concluíram sua inscrição no Sistema de Financiamento ao Estudante (SisFies). Se o contrato não for formalizado, aí sim as faculdades poderão fazer a cobrança dos alunos (isentando estes estudantes do pagamento de juros e multa).

Vale destacar que o estudante que não assinar os contratos com os agentes financeiros (Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal) dentro do prazo estabelecido no sistema perderá o direito da isenção do pagamento dessas taxas.

Mudanças

Ao longo do ano passado, o Ministério da Educação anunciou diversas mudanças no financiamento estudantil: redução de juros, não-exigência de fiador e o perdão da dívida de futuros professores e médicos que trabalhem na rede pública.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também passou a ser exigido dos candidatos ao financiamento que concluíram a etapa depois de 2010. A proposta é que o desempenho dos estudantes beneficiados pelo Fies no Enem sirva para avaliar os candidatos. O MEC deseja identificar o quanto as universidades contribuíram para o aprendizado do aluno ao final da graduação.

Fonte: IG

Estudante cria nanopartícula para combater câncer e ganha US$ 100 mil

Uma adolescente de 17 anos é a nova ganhadora na categoria individual do Siemens Competition Math, Science & Techonology, tendo desenvolvido uma nanopartícula que poderá ajudar no tratamento de diversos tipos de câncer. Angela Zhang, que levou para casa o prêmio de US$ 100 mil, apresentou o projeto intitulado “Design of Image-guided, Photo-thermal Controlled Drug Releasing Multifunctional Nanosystem for the Treatment of Cancer Stem Cells” (projeto de nanossistema multifuncional para tratamento de células tronco cancerígenas, guiado por imagens óticas e térmicas e liberação de remédio-guia, em tradução livre).

Zhang conseguiu desenvolver uma nanopartícula que pode ser enviada ao centro do tumor através de uma droga à base de salinomicina, também usada para combate ao câncer. A substância ‘procura’ pelos tumores e, por isso, é um ótimo meio para transportar a nanopartícula. Uma vez que a partícula atinge seu alvo, ela mata as células-tronco do câncer de fora para dentro.

A pesquisadora-mirim ainda incluiu ouro e óxido de ferro a sua nanopartícula, que permitem que o tratamento seja monitorado através de exames de imagem por contraste como ressonância magnética e varredura foto-acústica (uma espécie de ultrassonografia).

A adolescente, uma estudante secundarista, afirma que ficou “surpresa com a taxa de sobrevivência de pacientes submetidos ao tratamento contra o câncer atual” e, por isso, decidiu pesquisar e criar um tratamento mais eficaz e menos evasivo da doença. Angela passou mais de mil horas nos dois últimos anos (ou seja, desde que tinha quinze anos) pesquisando e desenvolvendo seu projeto em um programa de desenvolvimento de estudantes do ensino médio da Universidade de Stanford, Estados Unidos, e já tem planos para o futuro: quer ser pesquisadora.

A adolescente ainda não definiu ao certo qual carreira universitária irá seguir, mas acredita que deve cursar engenharia química, engenharia biomédica ou física. Este não é o primeiro prêmio de Angela: interessada em nanomedicina e tecnologias de imagem médica em nível molecular, ela já havia faturado o Primeiro Prêmio do Intel International Science & Engineering Fair (ISEF) em 2010 e 2011, ambos na área de medicina e tecnologia de saúde.

O projeto Siemens Competition está em sua décima terceira edição e visa descobrir jovens talentos que estejam interessados em ingressar na área científica.

Fonte: Terra

MEC vai recorrer da decisão sobre idade limite de ingresso na escola

O Ministério da Educação (MEC) vai recorrer da decisão da Justiça Federal que suspendeu uma resolução que impedia a matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental. Pela regra, estabelecida em 2010 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado à pasta, o aluno precisa ter 6 anos completos até 31 de março do ano letivo para ser matriculado no 1° ano do ensino fundamental – caso contrário deverá permanecer na educação infantil.

Segundo o CNE, o objetivo da medida é organizar o ingresso dos alunos no ensino fundamental, já que até então cada rede de ensino fixava uma regra diferente. “Nós queremos preservar a normalidade dos sistemas de ensino para que eles possam começar o ano letivo de letivo de 2012 organizadamente”, defendeu a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. As resoluções do CNE não têm força de lei, mas servem de orientação geral para os sistemas públicos e privados de ensino.

De acordo com Pilar, 80% das redes públicas de ensino já respeitam o prazo de 31 de março. A pressão para que crianças menores de 6 anos sejam matrículas no 1° ano do ensino fundamental vem dos estabelecimentos privados. O MEC e o CNE argumentam que a criança pode ser prejudicada se ingressar precocemente no ensino fundamental. A consultoria do MEC deverá se reunir com membros do CNE no início da próxima semana para elaborar o recurso.

“A gente tem que tomar muito cuidado para que essa matrícula não vire uma disputa de mercado. E mais do que isso, que ela impeça a criança de viver plenamente a infância porque irá submetê-la às exigências do ensino fundamental como o rendimento”, disse Pilar.

A professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Stella Bortoni, disse que a ansiedade das famílias é a principal motivação para que a regra fosse contestada judicialmente. Segundo ela, muitos pais temem que seus filhos fiquem atrasados. “Essa definição de uma idade para o início do ensino fundamental não é exclusividade do Brasil, outros sistemas de ensino como o francês também utilizam. Os estudos da psicologia do desenvolvimento mostram que nessa idade aos 6 anos a criança atingiu uma maturidade cognitiva e motora que permitirá que ela se empenhe nas tarefas que levarão à alfabetização”.

Em sua decisão, o juiz Cláudio Kitner defendeu que a competência de cada criança precisa ser avaliada individualmente e a aptidão para o ingresso não pode ser baseada apenas no critério cronológico. Segundo ele, permitir a matrícula a uma criança que completa 6 anos em 31 de março e negar a outra que faz aniversário um mês depois fere o princípio da isonomia.

Segundo Pilar, a escola pode avaliar casos específicos de crianças que já leiam, escrevam e tenham a maturidade necessária para ingressar no ensino fundamental aos 5 anos, mas acredita que esse alunos são exceções. “Em uma rede que tem 52 milhões de alunos como a do Brasil, o CNE não pode legislar para a exceção. Nós trabalhamos com a regra. Saber ler e escrever não são as únicas habilidades necessárias que ela precisa ter. Um aluno de 5 anos pode escrever, mas não saber amarrar o sapato, ir ao banheiro sozinha, isso é parte do desenvolvimento de maturação”.

Para Stella, crianças menores de 6 anos devem ser matriculadas na educação infantil, mas lembra que essa oferta nem sempre está garantida pelo sistema público com as condições de qualidade necessárias. “Os pais acham que a criança vai perder tempo se não ingressar no ensino fundamental, mas se ela estiver em uma pré-escola de qualidade terá um acompanhamento visando ao seu desenvolvimento cognitivo que só vai ajudá-la no momento em que ela iniciar a alfabetização. Mas para isso é preciso que toda criança tenha oportunidade de ter um bom acompanhamento a partir dos 4 anos”.

 

Fonte: Terra

Professora que orientou aluna a encontrar pedófilo é afastada

Pais de estudante de 12 anos querem transferir filha para outra escola em São Carlos, interior de São Paulo

Os pais de uma aluna de 12 anos que foi orientada pela professora a marcar encontro com um pedófilo pela internet como trabalho escolar, em São Carlos, no interior de São Paulo, querem transferir a filha para outra escola. De acordo com o padrasto da menina, que pediu para não ser identificado, existe o temor de que a estudante fique marcada por ter levado o caso ao conhecimento dos pais. A professora foi suspensa.

De acordo com os pais, a docente de português teria orientado a menina a marcar encontro com um pedófilo no centro da cidade para que ela o fotografasse. O caso chegou ao conhecimento da família porque a docente deixou um recado no caderno da aluna, orientando sobre como devia agir durante o contato com o pedófilo via internet.

Conforme a orientação, ela deveria usar um nome fictício, citar a idade real e imprimir a conversa online. A professora também pedia a colaboração dos pais para vigiar as conversas pelo computador. O objetivo, segundo ela, seria mostrar aos alunos os riscos da internet.

A família testá descontente com o encaminhamento dado ao episódio pela direção da Escola Estadual Professora Maria Ramos, na qual a menina cursa a 6ª série. Segundo o padrasto, a diretora teria manifestado preocupação com a imagem do estabelecimento e com a repercussão do caso.

Foi preciso a intervenção da Secretaria Estadual da Educação para que a professora fosse suspensa – por causa do feriado prolongado, o afastamento só deve ser publicado quarta no Diário Oficial. O padrasto já contatou a Diretoria Regional de Ensino pedindo que a enteada seja matriculada em outra escola. A família procurou uma advogada para acompanhar o caso. A diretora regional de Ensino, Débora Gonzales Costa Blanco, disse que todas as providências administrativas foram tomadas tão logo o caso chegou ao seu conhecimento. Caso a família deseje a transferência, a diretoria colocará uma vaga à disposição da aluna em outra escola na região de sua residência.

Em nota, a Secretaria da Educação informou que só voltará a se manifestar após a conclusão da sindicância aberta para apurar o caso.

Fonte: IG

Quarenta e seis instituições avaliadas pelo Enade são reprovadas na Bahia

Universidades públicas se destacaram na avaliação do Inep. Todas as instituições com nota a abaixo da média são privadas.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), divulgou nesta quinta-feira (17) que 46 instituições de ensino superior da Bahia foram reprovadas na avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado em 2010. Todas são privadas.
De acordo com o Inep, o resultado é baseado em indicadores de cursos de faculdades, universidades e centros universitários. A análise levou em consideração pontos como condições de ensino, instalações físicas,  projeto pedagógico e ao resultado dos alunos no Enade. Os reprovados no Índice Geral de Cursos (IGC) e Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avaliam a instituição e os cursos, respectivamente, podem ter a atividade suspensa.
A pontuação vai e 1 a 5. A média considerada regular é 3. As instituições que obtiveram notas abaixo de 3 têm o ensino considerado ruim, segundo instituição. Na Bahia, todas as 46 unidades de ensino superior reprovadas tiveram nota 2.  Em todo o estado, nenhuma instituição alcançou a pontuação  5.
As universidades públicas foram as que tiveram melhor resultado. Com pontuação 4, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e A Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) se destacaram. A Universidade Federal da Santa Cruz (Uesc), as Estaduais da Bahia (Uneb), de Feira de Santana (UEFS) e do sudoeste do estado (Uesb), alcançaram nota 3.
Em todo Brasil, 1.828 instituições  foram avaliadas, 683, ou 37,3% ficaram abaixo da média no IGC. O Ministério da Educação informou que pretende suspender 50 mil vagas em cursos superiores nas áreas de saúde, administração e ciências contábeis que tiveram notas abaixo de 3 no Índice Geral de Cursos (IGC).
Nos cursos com pior avaliação, o corte atingirá 65% das vagas oferecidas em 2010 e nos demais o corte será de 20%. O MEC ainda não informou quais instituições serão afetadas pela decisão. Os primeiros nomes devem ser publicados nas próximas semanas, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação Superior (Sesu).

Veja abaixo a relação das instituições reprovadas na Bahia:

Faculdade São Camilo
Centro Universitário da Bahia
Instituto de Educação Superior Unyahna de Salvador
Instituto de Educação Superior Unyahna de Barreiras
Faculdade Metropolitana de Camaçari
Faculdade Adventista de Fisioterapia
Faculdade de Tecnologia e Ciências de Vitória da Conquista
Faculdade Castro Alves
Área1 – Faculdade de Ciência e Tecnologia
Faculdade Santíssimo Sacramento
Faculdade de Tecnologia e Ciências
Faculdade Unime de Ciências Jurídicas
Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas
Faculdade do Sul da Bahia
Faculdade Nobre de Feira de Santana
Faculdade Independente do Nordeste
Faculdade de Artes, Ciências e Tecnologias
Instituto Superior de Educação do Sul da Bahia
Faculdade Integrada Euclides Fernandes
Escola de Negócios do Estado da Bahia – Eneb
Faculdade Santo Agostinho
Faculdade Evangélica de Salvador
Faculdade Regional da Bahia
Instituto Baiano de Ensino Superior
Faculdade do Descobrimento
Faculdade Cidade do Salvador
Faculdade de Ciências Gerenciais da Bahia
Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas
Instituto Salvador de Ensino e Cultura
Instituto de Educação Superior Unyahna Luis Eduardo Magalhães
Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana
Faculdade Zacarias de Góes
Faculdade de Ciências Educacionais
Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias
Faculdade São Salvador
Faculdade de Educação Superior do Piemonte da Chapada
Centro de Ensino Superior de Ilhéus
Faculdade de Ciência e Tecnologia Albert Einstein
Faculdade do Sul
Faculdade Delta
Faculdade Santo Antônio
Faculdade São Francisco De Juazeiro
Faculdade Dom Pedro II
Faculdades Integradas Ipitanga
Faculdade São Tomaz de Aquino
Faculdade Regional de Alagoinhas

Fonte: g1

Pesquisa: professores estão excluídos do debate sobre educação

Os professores estão fora do debate público sobre a educação e suas vozes não estão presentes nas coberturas jornalísticas da América Latina, segundo pesquisa do Observatório da Educação feita em 18 jornais do continente. Foram analisadas mais de 1,2 mil reportagens de maio a julho deste ano. As matérias indicam que as políticas públicas implantadas, os novos temas, disciplinas e materiais para as aulas são modificados sem que os professores sejam consultados sobre a política educacional.

O professor é sempre um personagem e nunca uma fonte para balizar a política pública. E a má qualidade do ensino é sempre atribuída a eles. Estão sendo responsabilizados, mas não têm seu direito de resposta”, disse Fernanda Campagnucci, editora do Observatório da Educação, que participou do lançamento da Rede pela Valorização dos Docentes Latino-Americanos, nesta quarta-feira na capital paulista.

Segundo Fernanda, a análise indicou que entre os temas mais comentados nos jornais estão a qualidade, seguida dos sistemas de avaliação, problemas de infraestrutura e violência nas escolas. Depois aparece a questão das tecnologias de informação na educação. “Nesse caso, dependendo do enfoque, entra em conflito com o docente, porque tem problemas de informação e uma ideia de que o aluno não precisa do professor para aprender porque consegue aprender sozinho com o computador”. Outro problema destacado nas reportagens analisadas são as greves e paralisações.

A vice-presidente da Internacional de Educação da América Latina, Fátima Aparecida Silva, disse que no geral a categoria dos professores é composta principalmente por mulheres, que chegam a ser 80% no ensino infantil e médio, enquanto no superior há mais homens. Além disso, apontou que os professores estão envelhecendo ao redor do mundo, já que a média de idade é de 45 anos. “A profissão não atrai mais gente jovem. Nos últimos dez anos, os mais novos ficam cerca de quatro anos dando aula até encontrar outra ocupação melhor.”

A ausência de formação é presente em todos os países, assim como a fata de um processo de negociação que traga valorização para a profissão, com diferenças entre a zona rural e urbana, tanto na formação quanto na remuneração. “Quando conversamos com os professores que vivem o dia a dia da aula, percebemos que eles reclamam ainda do número excessivo de alunos em sala de aula e da falta de participação nas políticas públicas, além da ausência de plano de carreira e do ressentimento por serem culpados pela má qualidade educacional.”

A coordenadora do Comitê Diretivo da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade), Camila Croso, disse que tem notado a tendência de desvalorização dos trabalhadores da educação, além do desprestígio e do processo de culpabilização e criminalização. “São tendências muito preocupantes, mas há também processos de resistência a tais tendências. Mas se sobressai o conjunto desvalorização, desprestígio e criminalização.”

Ela destacou ainda a tendência à privatização por meio de parcerias público-privadas, que aponta para outro lado, procurando ser atrativa. Disse também que há um marcante discurso sobre resultados na aprendizagem que não avalia os rumos da educação, mas dentro do foco de escola como fábrica de seres homogêneos montados para o mercado de trabalho.

“Esse sistema de ranqueamento é preocupante porque o resultado é medido sobre o quê? Aí voltamos ao ponto de partida que é perguntar para que serve a educação. Toda análise parte do aluno homogêneo que tem que responder ao mercado de trabalho”, assinalou Camila.

Ela também reforçou que há uma criminalização de professores e até dos alunos. “Há uma perda de noção do coletivo, porque há ataque aos sindicatos. Assim individualiza os professores e coloca o sistema de avaliação com prêmio e castigo. Desvaloriza o professor, porque leva a política de ensinar para o teste, para ir bem na prova. Adapta o currículo, se articula como o não protagonista do fazer pedagógico.” Guillermo Williamson, da Universidad de La Frontera, do Chile, disse que em seu país a educação apresenta cifras de desigualdade e que não há gratuidade para o ensino. Lá, as universidades são pagas ou se têm bolsas de estudo para os pobres. “No Chile, 40% dos jovens podem ir à Universidade, mas se a família tem dois filhos precisa escolher qual deles pode ir ter o ensino superior.”

Segundo ele, assim como no Brasil, os jovens estão desistindo de ser professores por conta da precarização do ensino. “Temos que trabalhar fortemente na educação pública estatal e podemos buscar a gestão social com cooperativas mistas com o Estado”. Para ele é preciso retomar a função do professor, que em sua avaliação é ensinar os alunos e ser um mestre. Além disso ele destacou que é preciso que o professor recupere sua autoridade em sala de aula.

Fonte: Terra