Professora que orientou aluna a encontrar pedófilo é afastada

Pais de estudante de 12 anos querem transferir filha para outra escola em São Carlos, interior de São Paulo

Os pais de uma aluna de 12 anos que foi orientada pela professora a marcar encontro com um pedófilo pela internet como trabalho escolar, em São Carlos, no interior de São Paulo, querem transferir a filha para outra escola. De acordo com o padrasto da menina, que pediu para não ser identificado, existe o temor de que a estudante fique marcada por ter levado o caso ao conhecimento dos pais. A professora foi suspensa.

De acordo com os pais, a docente de português teria orientado a menina a marcar encontro com um pedófilo no centro da cidade para que ela o fotografasse. O caso chegou ao conhecimento da família porque a docente deixou um recado no caderno da aluna, orientando sobre como devia agir durante o contato com o pedófilo via internet.

Conforme a orientação, ela deveria usar um nome fictício, citar a idade real e imprimir a conversa online. A professora também pedia a colaboração dos pais para vigiar as conversas pelo computador. O objetivo, segundo ela, seria mostrar aos alunos os riscos da internet.

A família testá descontente com o encaminhamento dado ao episódio pela direção da Escola Estadual Professora Maria Ramos, na qual a menina cursa a 6ª série. Segundo o padrasto, a diretora teria manifestado preocupação com a imagem do estabelecimento e com a repercussão do caso.

Foi preciso a intervenção da Secretaria Estadual da Educação para que a professora fosse suspensa – por causa do feriado prolongado, o afastamento só deve ser publicado quarta no Diário Oficial. O padrasto já contatou a Diretoria Regional de Ensino pedindo que a enteada seja matriculada em outra escola. A família procurou uma advogada para acompanhar o caso. A diretora regional de Ensino, Débora Gonzales Costa Blanco, disse que todas as providências administrativas foram tomadas tão logo o caso chegou ao seu conhecimento. Caso a família deseje a transferência, a diretoria colocará uma vaga à disposição da aluna em outra escola na região de sua residência.

Em nota, a Secretaria da Educação informou que só voltará a se manifestar após a conclusão da sindicância aberta para apurar o caso.

Fonte: IG

Quarenta e seis instituições avaliadas pelo Enade são reprovadas na Bahia

Universidades públicas se destacaram na avaliação do Inep. Todas as instituições com nota a abaixo da média são privadas.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), divulgou nesta quinta-feira (17) que 46 instituições de ensino superior da Bahia foram reprovadas na avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado em 2010. Todas são privadas.
De acordo com o Inep, o resultado é baseado em indicadores de cursos de faculdades, universidades e centros universitários. A análise levou em consideração pontos como condições de ensino, instalações físicas,  projeto pedagógico e ao resultado dos alunos no Enade. Os reprovados no Índice Geral de Cursos (IGC) e Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avaliam a instituição e os cursos, respectivamente, podem ter a atividade suspensa.
A pontuação vai e 1 a 5. A média considerada regular é 3. As instituições que obtiveram notas abaixo de 3 têm o ensino considerado ruim, segundo instituição. Na Bahia, todas as 46 unidades de ensino superior reprovadas tiveram nota 2.  Em todo o estado, nenhuma instituição alcançou a pontuação  5.
As universidades públicas foram as que tiveram melhor resultado. Com pontuação 4, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e A Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) se destacaram. A Universidade Federal da Santa Cruz (Uesc), as Estaduais da Bahia (Uneb), de Feira de Santana (UEFS) e do sudoeste do estado (Uesb), alcançaram nota 3.
Em todo Brasil, 1.828 instituições  foram avaliadas, 683, ou 37,3% ficaram abaixo da média no IGC. O Ministério da Educação informou que pretende suspender 50 mil vagas em cursos superiores nas áreas de saúde, administração e ciências contábeis que tiveram notas abaixo de 3 no Índice Geral de Cursos (IGC).
Nos cursos com pior avaliação, o corte atingirá 65% das vagas oferecidas em 2010 e nos demais o corte será de 20%. O MEC ainda não informou quais instituições serão afetadas pela decisão. Os primeiros nomes devem ser publicados nas próximas semanas, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação Superior (Sesu).

Veja abaixo a relação das instituições reprovadas na Bahia:

Faculdade São Camilo
Centro Universitário da Bahia
Instituto de Educação Superior Unyahna de Salvador
Instituto de Educação Superior Unyahna de Barreiras
Faculdade Metropolitana de Camaçari
Faculdade Adventista de Fisioterapia
Faculdade de Tecnologia e Ciências de Vitória da Conquista
Faculdade Castro Alves
Área1 – Faculdade de Ciência e Tecnologia
Faculdade Santíssimo Sacramento
Faculdade de Tecnologia e Ciências
Faculdade Unime de Ciências Jurídicas
Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas
Faculdade do Sul da Bahia
Faculdade Nobre de Feira de Santana
Faculdade Independente do Nordeste
Faculdade de Artes, Ciências e Tecnologias
Instituto Superior de Educação do Sul da Bahia
Faculdade Integrada Euclides Fernandes
Escola de Negócios do Estado da Bahia – Eneb
Faculdade Santo Agostinho
Faculdade Evangélica de Salvador
Faculdade Regional da Bahia
Instituto Baiano de Ensino Superior
Faculdade do Descobrimento
Faculdade Cidade do Salvador
Faculdade de Ciências Gerenciais da Bahia
Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas
Instituto Salvador de Ensino e Cultura
Instituto de Educação Superior Unyahna Luis Eduardo Magalhães
Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana
Faculdade Zacarias de Góes
Faculdade de Ciências Educacionais
Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias
Faculdade São Salvador
Faculdade de Educação Superior do Piemonte da Chapada
Centro de Ensino Superior de Ilhéus
Faculdade de Ciência e Tecnologia Albert Einstein
Faculdade do Sul
Faculdade Delta
Faculdade Santo Antônio
Faculdade São Francisco De Juazeiro
Faculdade Dom Pedro II
Faculdades Integradas Ipitanga
Faculdade São Tomaz de Aquino
Faculdade Regional de Alagoinhas

Fonte: g1

Pesquisa: professores estão excluídos do debate sobre educação

Os professores estão fora do debate público sobre a educação e suas vozes não estão presentes nas coberturas jornalísticas da América Latina, segundo pesquisa do Observatório da Educação feita em 18 jornais do continente. Foram analisadas mais de 1,2 mil reportagens de maio a julho deste ano. As matérias indicam que as políticas públicas implantadas, os novos temas, disciplinas e materiais para as aulas são modificados sem que os professores sejam consultados sobre a política educacional.

O professor é sempre um personagem e nunca uma fonte para balizar a política pública. E a má qualidade do ensino é sempre atribuída a eles. Estão sendo responsabilizados, mas não têm seu direito de resposta”, disse Fernanda Campagnucci, editora do Observatório da Educação, que participou do lançamento da Rede pela Valorização dos Docentes Latino-Americanos, nesta quarta-feira na capital paulista.

Segundo Fernanda, a análise indicou que entre os temas mais comentados nos jornais estão a qualidade, seguida dos sistemas de avaliação, problemas de infraestrutura e violência nas escolas. Depois aparece a questão das tecnologias de informação na educação. “Nesse caso, dependendo do enfoque, entra em conflito com o docente, porque tem problemas de informação e uma ideia de que o aluno não precisa do professor para aprender porque consegue aprender sozinho com o computador”. Outro problema destacado nas reportagens analisadas são as greves e paralisações.

A vice-presidente da Internacional de Educação da América Latina, Fátima Aparecida Silva, disse que no geral a categoria dos professores é composta principalmente por mulheres, que chegam a ser 80% no ensino infantil e médio, enquanto no superior há mais homens. Além disso, apontou que os professores estão envelhecendo ao redor do mundo, já que a média de idade é de 45 anos. “A profissão não atrai mais gente jovem. Nos últimos dez anos, os mais novos ficam cerca de quatro anos dando aula até encontrar outra ocupação melhor.”

A ausência de formação é presente em todos os países, assim como a fata de um processo de negociação que traga valorização para a profissão, com diferenças entre a zona rural e urbana, tanto na formação quanto na remuneração. “Quando conversamos com os professores que vivem o dia a dia da aula, percebemos que eles reclamam ainda do número excessivo de alunos em sala de aula e da falta de participação nas políticas públicas, além da ausência de plano de carreira e do ressentimento por serem culpados pela má qualidade educacional.”

A coordenadora do Comitê Diretivo da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (Clade), Camila Croso, disse que tem notado a tendência de desvalorização dos trabalhadores da educação, além do desprestígio e do processo de culpabilização e criminalização. “São tendências muito preocupantes, mas há também processos de resistência a tais tendências. Mas se sobressai o conjunto desvalorização, desprestígio e criminalização.”

Ela destacou ainda a tendência à privatização por meio de parcerias público-privadas, que aponta para outro lado, procurando ser atrativa. Disse também que há um marcante discurso sobre resultados na aprendizagem que não avalia os rumos da educação, mas dentro do foco de escola como fábrica de seres homogêneos montados para o mercado de trabalho.

“Esse sistema de ranqueamento é preocupante porque o resultado é medido sobre o quê? Aí voltamos ao ponto de partida que é perguntar para que serve a educação. Toda análise parte do aluno homogêneo que tem que responder ao mercado de trabalho”, assinalou Camila.

Ela também reforçou que há uma criminalização de professores e até dos alunos. “Há uma perda de noção do coletivo, porque há ataque aos sindicatos. Assim individualiza os professores e coloca o sistema de avaliação com prêmio e castigo. Desvaloriza o professor, porque leva a política de ensinar para o teste, para ir bem na prova. Adapta o currículo, se articula como o não protagonista do fazer pedagógico.” Guillermo Williamson, da Universidad de La Frontera, do Chile, disse que em seu país a educação apresenta cifras de desigualdade e que não há gratuidade para o ensino. Lá, as universidades são pagas ou se têm bolsas de estudo para os pobres. “No Chile, 40% dos jovens podem ir à Universidade, mas se a família tem dois filhos precisa escolher qual deles pode ir ter o ensino superior.”

Segundo ele, assim como no Brasil, os jovens estão desistindo de ser professores por conta da precarização do ensino. “Temos que trabalhar fortemente na educação pública estatal e podemos buscar a gestão social com cooperativas mistas com o Estado”. Para ele é preciso retomar a função do professor, que em sua avaliação é ensinar os alunos e ser um mestre. Além disso ele destacou que é preciso que o professor recupere sua autoridade em sala de aula.

Fonte: Terra

Ex-namorados usam rede social para brigar

Bastaram alguns dias após o início do namoro para a publicitária Ana Dias*, 29 anos,  começar a receber mensagens com ameaças e ofensas pessoais. “Criaram vários perfis virtuais me xingando e dizendo que meu namorado tinha outra. Começaram no Facebook, depois passaram para meu celular e também para o Orkut. Um transtorno imenso”, contou.

“Uma espécie de vírus humano poluindo a privacidade das pessoas”. É assim que ela agora define os ataques diários via internet que recebeu durante meses. Por trás da onda de ódio, estavam o início do novo relacionamento amoroso e a vingança de duas  mulheres: uma que se sentia trocada e outra que se passava por amiga do casal.     

Para evitar os ataques, Ana trocou os números de telefone e bloqueou contatos na internet para desconhecidos. “Agora estou meio escondida na vida. Muitas pessoas que querem falar comigo não conseguem”, desabafou.

Remoção de conteúdo -  Não há dados oficiais sobre ataques contra a honra praticados pela internet na Bahia, mas segundo o advogado especialista em crimes virtuais, Thiago Vieira, é cada vez maior a procura por ajuda para solucionar ataques como esses. O advogado destacou que em muitos casos a vítima evita buscar a Justiça, mas que essa é a melhor forma de tentar fazer com que o material pare de ser divulgado.

No final do ano passado, por exemplo, uma mulher foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais a uma funcionária pública baiana após difamação contra a mesma no Orkut.  “A criminosa copiou  fotos da jovem,  gerou montagens de cunho sexual em softwares de edição de imagens e criou um perfil falso da vítima”, detalhou o advogado. O caso está agora em fase de recurso.

Em todos os casos, Vieira aconselha  que se  procure ajuda o mais rápido possível: “Ainda existe muita dificuldade em identificar a origem desse tipo de mensagem, por isso quanto antes começar a busca melhor”.

Entre as clientes do advogado está uma jovem que também pediu para não ser identificada. Ela teve fotos íntimas publicadas na internet, pelo ex-namorado. “Imagens de foro íntimo foram divulgadas em sites nacionais e internacionais, mas conseguimos que os servidores fossem notificados e removessem as imagens”.

No caso de Ana, foram dois meses desde o início da perseguição até ela pedir ajuda: “Aguentei um tempo, mas quando vi que só piorava resolvi dar um basta. Cheguei a receber oito mensagens por dia, além de ligações com gritos e ameaças”.  

Ana pensou em procurar uma delegacia, mas acabou sendo ajudada por um tio que trabalha na Polícia Federal. As suspeitas, aos poucos, foram sendo confirmadas. A partir de endereços IP (código que identifica uma conexão entre computadores), descobriu-se que as mensagens partiram de três lugares diferentes.“São duas pessoas envolvidas, uma delas é a ex-namorada de meu namorado e a outra é alguém que pensávamos ser uma amiga nossa”, revelou a publicitária.

No total, a perseguição durou oito meses. O último perfil falso foi apagado há três semanas, mas Ana se diz confiante: “Agora elas já sabem que isso não nos afeta e que nos uniu mais, por isso acredito que pararam”.

* Nome fictício

|SERVIÇO|

O que fazer se for vítima

Preserve todas as provas – Salve as páginas em que aparecem as ofensas em CD-R ou DVD-R, e  imprima esse conteúdo. Em um  cartório, faça uma “Declaração de Fé Pública” de que o crime em questão existiu ou uma “Ata Notarial” do conteúdo ofensivo;

Procure uma delegacia – Com as provas em mãos, vá até a Delegacia de Polícia Civil mais próxima. Em Salvador, procure a Delegacia de Repressão ao Estelionato e Outras Fraudes, na Baixa do Fiscal, e registre a ocorrência;

Solicite a remoção das ofensas – Para isso, envie uma Carta Registrada para o prestador do serviço que hospeda o conteúdo na internet. No site da ong Safernet, há um modelo que pode ser usado (www.safernet.org.br/site/prevencao/orientacao/modelo-carta);

Fonte: A Tarde

BA: por jogo de futebol, estudantes abandonam prova 2 horas antes

Mesmo contando com um tempo de quatro horas e meia para fazer as provas de Matemática, Redação e Lingua Estrangeira do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicadas neste domingo, muitos estudantes saíram das salas duas horas antes do horário limite para a entrega dos gabaritos em Salvador (BA).

No segundo dia do Enem, mais candidatos são eliminados por uso do twitter
Vida digital é tema da redação do Enem 2011

O motivo que fez os candidatos se apressarem em concluir o Enem não foi exatamente a facilidade com o tema da redação nem com as fórmulas de Física e Matemática, mas sim o jogo entre Bahia e Vasco, que acontece logo mais, às 16h20, no estádio de Pituaçu, na capital baiana, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro 2011.

“Confesso que eu fiz as provas só por fazer. Aliás, quase que nem venho. Minha principal preocupação hoje é ver o Vasco jogar”, afirma a estudante Janmille de Sá, “baiana fanática pelo time carioca”.

Alheia aos comentários dos colegas que discutiam as dificuldades das provas na porta da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), onde fizeram o exame, Janmille estava interessada no placar do embate de hoje: “Meu coração diz que vai ser 2 x 0 para o Vasco. Minha razão diz que vai ser 1 x 1″, palpita.

Também na porta da Faculdade, outro candidato, Leonardo Leite, 25 anos, não fez boas provas. “Hoje foi muito mais difícil. Chutei quase todas as questões de Física”, comentou Leonardo. Mas a principal preocupação do estudante, no entanto, era conseguir chegar a tempo no estádio para comprar os ingressos.

“Estou esperando um amigo sair da sala, vamos juntos ver o Bahia, mas se ele demorar mais cinco minutos, vou embora correndo, senão perco o jogo”, reclamou.

Recorde de inscritos

Mais de 5 milhões de candidatos se inscreveram para participar da maior edição do Enem desde a sua criação, em 1998. No sábado, primeiro dia do exame, os candidatos responderam a questões de Ciências Humanas e da Natureza. De acordo com o MEC, o primeiro dia registrou uma abstenção nacional média de 25,29%. Neste domingo, as provas são de Matemática e Língua Portuguesa, além da redação.

A partir do resultado da prova do Enem, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de todo o País. A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato no exame e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família. Para participar do programa é preciso ter cursado todo o Ensino Médio na rede pública.

Em 2012 a prova terá duas edições, uma no primeiro semestre e outra no segundo. A primeira edição do ano que vem já está confirmada para os dias 28 e 29 de abril. A data da segunda edição ainda não foi definida em função das eleições municipais, que ocorrerão em outubro, mês de aplicação do Enem 2011.

Correção online

O Terra, com os professores do Sistema COC de Ensino, fará a correção online das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que serão aplicadas em 1.599 municípios brasileiros. A correção poderá ser acompanhada, questão por questão, pela internet.

Fonte: Terra

Dia dos Professores: carreira perde interessados ano a ano

“Não tenho filhos, mas se tivesse faria de tudo para não deixar que se tornassem professores. É o que farei com meus sobrinhos”. Desta forma o educador Oscar Eduardo Magnusson resume o sentimento que acompanha os profissionais da categoria. Com salários desvalorizados, carga horária intensa em sala de aula e trabalho constante em casa, os professores estão cansados.

Resultado: cada vez menos gente procura uma formação na área. O panorama é desalentador e não há perspectiva de melhora em um curto espaço de tempo. Contudo, alguns especialistas analisam a situação por outro ângulo. Com a baixa procura pela profissão, a demanda por docentes seguirá alta. Uma perspectiva positiva em um horizonte obscuro.

O desânimo dos profissionais da Educação, cujo rendimento médio mensal é o pior no País, segundo o relatório Professores do Brasil: Impasses e Desafios (realizado pela Unesco e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2009), se reflete em uma procura cada vez menor por cursos de Pedagogia ou licenciaturas. O último Censo da Educação Superior, divulgado no ano passado, mostra que apenas a metade das vagas são preenchidas nas faculdades de Pedagogia. Consequentemente, a quantidade de formados vem caindo. Em 2005, cerca de 103 mil alunos concluíram o curso. Em 2009, esse número caiu para 52 mil. Nas licenciaturas, o cenário se repete: 77 mil formados em 2005, e 64 mil quatro anos depois.

Segundo o pedagogo Hamilton Werneck, nos últimos quatro anos foram fechados 200 cursos de Pedagogia no Brasil. “Soube recentemente que, no Maranhão, um professor deixou a função e foi ser bombeiro, cujo salário inicial é de R$ 2,5 mil. Prestará um inestimável serviço àquele Estado, no entanto, a Educação, por salários reduzidos, perdeu um profissional. A nova geração não quer mais ser professor”, afirma.

Trabalhando em quatro escolas diferentes, o professor de Português da rede pública e particular de Indaiatuba (SP) Oscar Eduardo Magnusson, citado no começo da matéria, já está cansado. “Depois de 20 anos lecionando, me arrependi de ter escolhido esta profissão. Não melhora nunca”, desabafa.

Futuro promissor?

Se a procura pelos cursos está baixa, a demanda por educadores deve ser alta. Para Tânia Cristina Arantes Macedo de Azevedo, diretora acadêmica da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), o futuro acabará sendo promissor para aqueles que optarem pela carreira. “A perspectiva profissional do pedagogo é promissora, principalmente pela quantidade de concursos públicos abertos regularmente para a área da educação”, diz, complementando que acredita em uma melhora na oferta do setor público para atrair os profissionais.

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o curso de Pedagogia teve 1.626 inscritos no exame de 2011, o que representa apenas 3,8 candidatos por vaga. Enquanto isso, na página da Vunesp, entre os concursos em andamento para a área da educação, há opções para prefeituras como as de Guaíra, São Bernardo do Campo, São Carlos e São José do Rio Preto, além da seleção para executivo público do Governo do Estado. “A demanda por professores é cada vez maior. Basta ver o número de escolas avaliadas pelo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), 8.736. O País só vai avançar por meio da educação”, fala Tânia.

Werneck concorda. “A carreira de pedagogia é promissora, pois o mercado deve precisar cada vez mais de profissionais. No entanto, o que é oferecido ainda não é atrativo”, afirma. Para o especialista em Educação, mesmo que o mercado sofra com a falta de profissionais, as ofertas de trabalho não deverão ser melhores. “Ou o Brasil faz uma grande revolução na Educação, que envolva currículos, programas, metodologias, salário e preocupação com o real aprendizado dos alunos, ou o salto econômico e social ficará prejudicado”, sentencia.

Fonte: Terra

Minas cria disque-denúncia para professores vítimas de violência

Um disque-denúncia criado em Minas Gerais para receber queixas de professores que foram vítimas de violência recebe, em média, uma denúncia a cada três dias.

Criado em fevereiro pelo Sinpro-MG (sindicato dos professores da rede particular), o 0800 recebeu, até setembro, 83 ligações. Segundo o sindicato, o serviço é o único do tipo no país.

Ainda de acordo com a entidade, 43 ligações partiram de professores da rede pública, e 40, da rede privada.

O presidente do Sinpro-MG, Gilson Reis, estima que o número de casos de violência seja ainda maior. Para ele, docentes da rede privada têm medo de denunciar abusos porque podem ser demitidos.

Nos estabelecimentos particulares, ameaça, intimidação, agressão verbal e assédio moral são as queixas mais comuns. Houve também dois relatos de violência física, e um professor denunciou a existência de tráfico de drogas na escola.

O sindicato não detalhou os dados sobre denúncias nas escolas públicas.

Para Reis, é importante que os professores denunciem agressões nos primeiros estágios para que elas não se tornem mais graves.

“No ano passado, um aluno matou um professor universitário em Belo Horizonte. Ele iniciou com a intimidação, depois houve a agressão verbal e chegou ao limite, o que poderia ter sido evitado”, diz.

Na maioria dos casos, o autor da violência foi um aluno. As denúncias podem vir de professores do ensino básico e universitário.

As queixas de docentes da rede privada são acompanhadas com o professor, levadas à direção da escola ou comunicadas à polícia.

O sindicato informou, porém, que apenas uma universidade tomou atitudes em relação a uma denúncia.

Na rede pública, os casos são comunicados à Secretaria Estadual de Educação ou à Secretaria de Direitos da Cidadania do município.

Em Minas, as denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800-7703035.

Fonte: Folha.com

JEQUIÉ: ALUNOS INVOCAM A BRINCADEIRA DO DEMÔNIO E AULAS SÃO SUSPENSA

Uma prática considerada perigosa que tem virado febre nas escolas e nos sites de relacionamento na Internet, a brincadeira do compasso, teria sido praticada na manhã de hoje, sexta-feira, na Escola Estadual Fernando Barreto, no bairro do Jequiezinho, provocando histeria em um grupo de alunos do estabelecimento. Segundo as informações obtidas no local, os estudantes envolvidos na brincadeira entraram em transe, depois de participarem do passatempo. O diretor da escola, professor Noé Macedo, em entrevista a Rádio 93 FM, buscou tranqüilizar os familiares dos estudantes, explicando que as aulas estavam ocorrendo de forma normal quando um grupo deu início a brincadeira que ele desconhe, passando alguns dos estudantes a chorar, um deles inclusive, projetando-se no solo, sendo chamado o SAMU 192, para dar assistência. O pastor Hamilton, da Igreja Lírio dos Vales e a psicóloga Luciene Matos, auxiliaram no restabelecimento da situação de normalidade entre os estudantes. Ele lamentou o ocorrido considerando que os alunos tenham sido influenciados por redes sociais na internet. De acordo o que tem sido comentado por psicólogos, parapsicólogos e espíritas essas brincadeiras não são inofensivas “A maioria dos adolescentes não suporta as emoções e pode desenvolver distúrbios psíquicos graves”.A chamada brincadeira do compasso tem até passo a passo online que exibe vídeos produzidos em ambiente escolar. Os parapsicólogos afirmam que “Não existe espírito. Se fossem do além, não haveria necessidade de colocar a mão sobre o compasso. São os próprios jovens que movem de forma inconsciente”, diz.

Vídeo – Com uma folha de papel, os adolescentes desenham um círculo grande e nele as letras de A a Z, os números de 1 a 12, e as palavras ‘sim’ e ‘não’. Um dos jovens apoia o compasso como se fosse usá-lo e os demais fazem perguntas. Em um vídeo na Internet, uma adolescente começa a passar mal quando o instrumento se mexe em direção às letras. Pelas regras, só se pode deixar o jogo se o compasso parar no ‘sim’. Muitos esperam horas até obter ‘permissão’.

Fonte: O Vermelhinho

PUC-SP suspende aulas para evitar festa em prol da maconha

Evento no Facebook, marcado para a noite desta sexta-feira, contava com 6 mil pessoas confirmadas

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) suspendeu as aulas e atividades acadêmicas desta sexta-feira (16) no campus Monte Alegre, na zona oeste de São Paulo, para evitar a realização de um evento em prol da maconha. Estudantes preparavam para esta tarde e noite uma festa chamada de 1º Festival de Cultura Canábica. A página do evento no Facebook conta com mais de 6 mil pessoas confirmadas.

Em nota divulgada na quinta-feira, o reitor da PUC-SP, Dirceu de Melo, afirma que as festas de sexta-feira ganharam proporções inadmissíveis, por conta do barulho, da duração “madrugada a dentro” e pelo uso não dissimulado de bebidas alcoólicas e entorpecentes, entre “outras condutas reprováveis”. Leia a íntegra do ato do reitor.

Segundo a descrição do evento no Facebook, a festa venderia cerveja a R$ 1,50 e cachaça a R$ 1,00. Os organizadores pediam para os participantes não portarem drogas. “Não tragam drogas! Haverá polícia!”, avisavam.

A descrição do evento afirma que a festa não visava “a apologia e/ou consumo de qualquer psicotrópico”. Na definição dos organizadores, o 1º Festival de Cultura Canábica seria um “imenso fórum-manifestação”.

A página cita a decisão do Supremo Tribunal Federal de liberar a realização de marchas pró-legalização de drogas no País, em prol da liberdade de expressão.

Fonte: IG

MEC quer que Enem seja obrigatório para conclusão do ensino

Após a divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que a universalização faria da prova um melhor indicador da qualidade do ensino. Atualmente o exame é voluntário. O Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional, prevê que o Enem se torne um componente do currículo e, portanto, obrigatório.

Veja a classificação por escola no Enem 2010

No ano passado, 56% dos concluintes do ensino médio fizeram a prova. Outras avaliações aplicadas pelo Ministério da Educação, como a Prova Brasil, são universais.

“Seria uma atividade obrigatória para a conclusão dos estudos. Não significa que o estudante precisaria atingir uma nota específica, mas a mera participação (seria suficiente). Seria como o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) em que todos os alunos são convocados a fazer a prova e obrigados a participar”, disse.

Haddad avaliou que “ainda nesta década” o Enem deve acabar com os vestibulares. Desde 2009, a prova passou a ser usada como critério de seleção por parte das universidades públicas, o que fez crescer o número de inscritos no exame. Para o segundo semestre de 2011, foram oferecidas 26 mil vagas em 48 instituições públicas de ensino superior, por meio do Enem, no Sistema de Seleção Unificado (Sisu).

“Vai ser natural esse movimento das universidades de abrirem mão de algo que não diz respeito a elas (cuidar dos exames de seleção). Em lugar nenhum do mundo é assim. A evolução tem sido muito boa e nosso prognóstico é que a cada ano haverá mais vagas para ingresso no Sisu e no ProUni (Programa Universidade para Todos)”, disse Haddad. Tem um parágrafo padrão também:

Enem por escola
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou na segunda-feira as médias das escolas no Enem 2010, de acordo com o número de participantes. No grupo 1, ficaram as escolas (17,8% do total) que tiveram taxa de presença a partir de 75% dos alunos. No 2, aquelas (20,9%) que tiveram média de alunos participantes entre 50% e 74%. No grupo 3, entraram as instituições (33% das escolas) que tiveram participação de 25% a 49% dos estudantes. E no grupo 4, foram listados os colégios (27,4%) com participação de 2% a 24% dos inscritos.

Nesse novo quadro, o colégio privado São Bento, do Rio de Janeiro, foi o que obteve a melhor média entre as escolas do grupo 1. Entre as instituições públicas, o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, o Coluni, foi o único a aparecer entre as 10 primeiras. No grupo 2, o colégio Santo Inácio, privado e também do Rio de Janeiro, ficou com a melhor colocação. As escolas particulares, aliás, ocupam todas as primeiras 15 posições. Nesse grupo, o pior desempenho ficou com o Centro de Ensino Ardalião Américo Pires, do povoado de Três Lagoas do Manduca, zona rural do Maranhão.

O grupo 3 foi o único em que a primeira colocação foi ocupada por uma escola pública. A melhor colocação, neste caso, foi da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Já o último lugar, da escola indígena Dom Pedro I, do Amazonas. Entre as escolas com menos de 25% de participação, a líder vem do Estado de São Paulo. O COC, unidade Álvares Cabral, obteve a melhor colocação. Em último lugar ficou o Colégio Estadual Agrovila 08, da Bahia. Novamente, as escolas particulares foram a maioria entre as primeiras colocadas. No top 10, somente uma escola é pública: o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Goiás – campus Goiânia.

Fonte: Terra