MEC estuda ampliar número de dias letivos, diz ministro

O MEC (Ministério da Educação) quer aumentar o número de dias letivos do calendário escolar, passando de 200 para 220 dias. A ideia é ampliar gradualmente o tempo das crianças e adolescentes na escola, atingindo o patamar de 220 dias em quatro anos.

O plano do MEC foi tornado público nesta terça-feira pelo ministro Fernando Haddad (Educação), que fez uma palestra na abertura do congresso internacional “Educação: uma Agenda Urgente”, promovido pelo Movimento Todos pela Educação.

“Ou ampliamos o número de horas por dia ou, caso não haja infraestrutura para isso, aumentamos o número de dias letivos. Mas essas alternativas não são excludentes”, disse Haddad, após sair do evento.

De acordo com o ministro, o MEC já fez reuniões com o Consed (Conselho Nacional de Educação) e com a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação). Haddad disse que o plano ainda está em fase inicial, pois será preciso formar consenso antes de enviar um projeto de lei sobre assunto ao Congresso Nacional.

A ideia de ampliar o tempo de crianças e jovens na escola surgiu a partir de pesquisas. “Estudos têm correlacionado o aprendizado com o tempo que a criança fica exposta no ambiente escolar”, afirmou o ministro.

Segundo Haddad, mais recursos para a empreitada deverão vir após a aprovação do PNE (Plano Nacional de Educação), que está na Câmara dos Deputados. O PNE define que sejam destinados 7% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação. Atualmente, o governo aplica pouco mais de 5% para a área.

Fonte: Folha

Aluna mata colega com estilete na saída da escola na Bahia

Uma estudante de 19 anos matou uma colega na saída da escola, nesta segunda-feira (5), no município de São Gonçalo dos Campos (104 km de Salvador). O crime ocorreu por volta das 17h, quando os estudantes deixavam a Escola Antônio Carlos Pedroso, no município.

Segundo a Polícia Civil, Ana Cláudia da Conceição Santos, 19, atingiu, com um golpe de estilete, o pescoço de Suelen de Oliveira, 17. A vítima foi socorrida, mas morreu pouco depois de chegar ao hospital local.

Segundo a polícia, a discussão entre as duas começou dentro da escola pública, e Ana Cláudia ficou esperando Suelen sair do estabelecimento.

A Polícia Civil informou que a estudante suspeita de homicídio está foragida. A Folha não conseguiu localizar os responsáveis pela escola ou familiares da suspeita.

OUTROS CASOS

A violência em escolas da é um problema recorrente na Bahia. No final do mês passado, um estudante de 12 anos foi espancado por entre 10 e 15 alunos de uma escola em Lauro de Freitas (região metropolitana de Salvador).

No mesmo município, outra discussão entre dois adolescentes de 16 anos por pouco não terminou em tragédia.

No dia seguinte à briga, ocorrida durante um jogo de futebol que terminou com agressões e ameaças de morte, os dois estudantes foram à escola armados com um revólver e uma faca.

Um foi ferido com uma facada, mas não teve tempo de atirar porque funcionários conseguiram desarmá-lo.

Fonte: Folha

Concurso na Bahia não consegue professores

Segundo secretário de Educação, de 13 áreas do último concurso, sete não tiveram nenhum aprovado em várias regiões

 


Osvaldo Barreto, secretário de Educação da Bahia, fala durante fórum da Undime


O secretário Estadual de Educação da Bahia, Osvaldo Barreto, disse no 4º Fórum da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime) que a baixa atratividade da carreira docente já causou a falta de professores no último concurso do Estado. Segundo ele, das 13 áreas em que se queria contratar docentes, 7 não tiveram nenhum aprovado em alguns municípios.

O concurso realizado no começo do ano se destinava a contratação e cadastro reserva de 3.200 docentes. Se inscreveram 45 mil pessoas, mas apenas 5.003 conseguiram atingir a nota mínima, que significa estar habilitado a ser convocado seguindo a ordem de classificação. “Estes 5.003 vamos tentar aproveitar todos, espero que os trâmites corram rápido para que alguns possam começar ainda este ano”, afirmou Barreto.

Em alguns municípios, no entanto, não há habilitados para convocar. “Dividimos o Estado em subáreas de até três cidades. Das 135 regiões formadas, a maioria não tem aprovado em pelo menos 5 das disciplinas básicas da Educação. Muitas não tiveram habilitado em sete áreas”, diz, acrescentando que as disciplinas em que mais faltam profissionais são biologia, química, física e matemática.

Para ele, isso é reflexo do “fundo do poço” a que a carreira do professor chegou. “Os jovens não querem ser professores, então quando a gente fala em valorização da carreira, é isso também e não só o salário, a gente vai ter que lidar cada vez mais com este problema”, disse à plateia de mais de mil dirigentes municipais de Educação do evento.

O secretário participou de uma mesa que discutiu o piso nacional do professor e suas implicações para os municípios. Segundo ele, o Estado da Bahia já paga salário base acima dos R$ 1.187 estipulados pela lei “com exceção de alguns professores sem formação superior que já estamos acertando”.

Fonte: IG

Estudante agride diretora de escola com chutes em MG

 

Uma professora gravou o momento em que um aluno agrediu a diretora de uma escola pública com chutes, na noite de quinta-feira em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O vídeo mostra o momento em que o aluno sai nervoso da sala de aula e ameaça verbalmente a diretora: “vou matar você”, disse. Após a ameaça, ele encontra a diretora no corredor e dá um chute nas pernas dela.

Segundo a diretora, que não quer ser identificada, ela encontrou o aluno fora de sala de aula e o encaminhou para a supervisão. “Ao fazer o apontamento, ele voltou, levantou e eu também me levantei, me aproximei dele. Ele me empurrou. No que ele me empurrou, eu saí para chamar a polícia. Quando eu estava entrando na minha sala, senti o chute nas minhas pernas”, afirma a diretora.

Ainda de acordo com a diretora, o aluno continuou com as ameaças enquanto saía da escola. “Falou que ia pegar uma arma para me matar”, conta. Ela acrescenta que o aluno já tem um histórico de mau comportamento e que, devido à personalidade agressiva, ele é acompanhado pelo Conselho Tutelar da cidade.

A pedido da direção da escola, a polícia procurou o adolescente em casa, mas não encontrou nem o estudante nem os responsáveis.

Fonte: Terra

MEC: escolas não priorizam ensino de matemática

Os alunos do 3° ano do ensino fundamental têm mais dificuldade em matemática do que em leitura – apenas 42% dominam a adição e a subtração e conseguem solucionar problemas envolvendo, por exemplo, notas e moedas. Os resultados foram medidos por meio de uma avaliação aplicada a 6 mil estudantes, de escolas públicas e privadas, das 27 capitais.

Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, nos últimos anos os governos municipais, estaduais e federal, além das próprias escolas, focaram mais a questão da alfabetização nos primeiros anos do ensino fundamental, quando 56% têm o domínio adequado da leitura, o que pode explicar o resultado inferior em matemática. “O diagnóstico tem que ser olhado com muito cuidado, e tem que servir para iluminar as nossas políticas. Em relação a matemática, é como se ele fosse um sinal laranja”, disse.

A avaliação
A Prova ABC tem o objetivo é aferir o nível de aprendizado das crianças no início da vida escolar, após os três primeiros anos de estudo. Do total de alunos participantes, mais de 40% não têm o aprendizado em leitura esperado para esta fase, ou seja, que não dominam bem atividades como localizar informações em um texto ou o tema de uma narrativa. Em matemática, 57% teve desempenho abaixo do adequado.

O Ministério da Educação só avalia os estudantes a partir do 5º ano do ensino fundamental. Antes desta fase, o único instrumento que existe para aferir o nível de aprendizado dos alunos é a Provinha Brasil, exame que é aplicado pelo próprio professor e serve para que ele possa saber como está o desenvolvimento dos seus alunos. Os resultados não são divulgados.

Até o ano passado, a Provinha Brasil avaliava apenas os conteúdos de português e, a partir de 2011, a matemática foi inserida. “O que a gente enxerga é que todos os nosso programas relacionados à alfabetização e à leitura estão efetivamente dando resultado. Sabemos que esse resultado (superior em leitura do que em matemática) tem relação com a Provinha Brasil, os programas de literatura infantil e o Pró-Letramento que tem formado muitos professores na área de alfabetização”.

A secretária avalia que agora é necessário aprofundar as ações em relação a matemática, especialmente a formação dos professores.

Escolas públicas x escolas particulares
As notas da Prova ABC também tiveram grande variação para mais entre os participantes das escolas particulares em comparação com os da rede pública. Em leitura, a média dos alunos das escolas públicas foi 175,8 pontos contra 216,7 entre os da rede privada. As habilidades dos estudantes com os números também foi superior na rede privada, cuja média foi 211,2 pontos contra 158 na pública.

Para Pilar Lacerda, o resultado está ligado à condição socioeconômica dos alunos. “São as crianças de famílias menos escolarizadas que têm mais dificuldade na aquisição da literatura e desses conhecimentos. A escola faz a diferença quando consegue garantir a aprendizagem mesmo para quem não vem com essa bagagem de casa. Os alunos das escolas particulares ganham livro quando são bebês, têm o hábito de ouvir histórias desde pequenos. A escola tem que fazer esse papel que a gente chama de efeito escola”, avaliou.

Fonte: Terra

Professora é exonerada após incentivar nu artístico em sala

Wanda Pinheiro Santos dava aulas de História da Arte e tentou reproduzir as esculturas da arte greco-romana

Uma professora do ensino fundamental foi exonerada após tentar utilizar o nu artístico como recurso didático em sala de aula. O caso aconteceu na cidade piauiense de Luís Correia, distante 348 quilômetros de Teresina.

Em abril de 2010, a professora Wanda Pinheiro Santos ministrava uma aula de História da Arte para uma turma do 7º ano da Unidade Escolar Augusto Veloso sobre a Mitologia Grega. Durante a aula, ela perguntou aos alunos se algum deles se habilitaria a expor o seu corpo como modelo para que os outros pudessem desenhá-lo. A intenção da professora era discutir os ideais de perfeição do pensamento grego por meio de manifestações artísticas como a pintura e a escultura.

Um aluno se habilitou a tirar a roupa. Ele tirou a blusa e a calça, mas uma aluna foi contra e pediu para sair da sala. A professora cancelou a atividade. Dias depois, o Conselho Tutelar de Luís Correia fez uma denúncia contra Wanda Pinheiro Santos. Ela foi afastada da escola.

Depois do episódio, ela respondeu a um procedimento administrativo cujo julgamento ocorreu na semana passada. Pelo processo, a professora violou um artigo do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Piauí e um artigo do Estatuto do Plano de Cargos Carreiras e Salários dos Trabalhadores em Educação do Estado.

A conduta da professora foi considerada ilegal e ofensiva aos bons costumes. Os atos foram considerados como “gravíssimos” pela comissão disciplinar da Secretaria Estadual de Educação do Piauí.
Durante o procedimento administrativo, a professora já havia se manifestado a favor de realizar aulas de educação sexual para tentar compensar os possíveis constrangimentos.

Os familiares da professora informaram que pretendem entrar com uma ação na Justiça contra o ato de exoneração. Eles alegam que Wanda Santos não foi ouvida durante o procedimento administrativo. O ato de demissão, entretanto, afirma que a decisão foi tomada com base em dados documentais, testemunhais e também na defesa feita pela própria docente.

Fonte: Portal IG

Livros didáticos de 2012 custaram R$ 1,1 bi ao MEC

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) encerrou a negociação da compra de 162,4 milhões de livros que serão distribuídas às escolas da rede pública no ano que vem. O custo total da aquisição foi R$ 1,1 bi – a maior compra de livros já feita pelo órgão, que é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC). As redes de ensino começam a receber as obras em outubro. A entrega vai até fevereiro de 2012.

Para o próximo ano, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) adquiriu livros para todas as disciplinas do ensino médio, além de 70 milhões de exemplares de reposição para o ensino fundamental. É o primeiro ano em que os alunos do ensino médio vão receber livros de espanhol, inglês, filosofia e sociologia. Cada obra deve ser usada durante três anos consecutivos. Ao todo, foram adquiridos 2.108 títulos diferentes.

Vinte e quatro editoras tiveram obras selecionadas. O material é apresentado a comissões de especialistas das universidades federais que selecionam as obras a partir de critérios estabelecidos pelo programa, como, por exemplo, a coerência com o currículo escolar. Em seguida, as escolas recebem um guia do livro didático com os títulos disponíveis e escolhem as obras que querem receber. A partir desse levantamento é que os títulos são adquiridos.

O valor de cada exemplar adquirido para 2012 variou entre R$ 5,45 e R$ 28,94. O preço varia de acordo com o número de páginas da obra e a quantidade de exemplares encomendados. A Editora Ática será a maior fornecedora do PNLD 2012, com 33 mil exemplares, ao custo de R$ 194 mi. Em seguida, aparecem as editoras Saraiva, que receberá R$ 205 mi por 30,8 mil exemplares, e Moderna, com 30,6 mil publicações ao custo de R$ 220 mi. As menores fornecedoras são as editoras Fapi e Aymará, com 5 mil e 1,4 mil exemplares, respectivamente.

“Mesmo no caso do livro com preço mais alto, ainda é menor do que aquele que o consumidor compra na livraria. É o ganho de escala que o FNDE tem. Além de ser uma compra direta com a logística otimizada, o livro chega à escola sem nenhum intermediário. Não há custo com vendedor ou outros custos que estão envolvidos no mercado livreiro quando a obra vai para o consumidor comum”, diz Rafael Torino, diretor de Ações Educacionais do FNDE.

Para receber as obras, é necessária a adesão das escolas ao Programa Nacional do Livro Didático – até 2009, a entrega dos livros era feita a todas as redes de ensino, ainda que não houvesse solicitação formal. Atualmente, todos os estados e 97% dos municípios estão inscritos no programa.

Fonte:Terra

Escola com Criança Esperança e Afroreggae é a pior do Rio no Ideb

Projetos sociais, frequentes visitas de presidentes, UPP e PAC não fizeram diferença na educação de Ciep do Cantagalo, em Ipanema

Foto: Raphael Gomide

Crianças brincam na área de lazer do Ciep e do Criança Esperança (à direita, em painel)

O Complexo Rubem Braga, no Morro do Cantagalo, em Ipanema, abriga o Espaço Criança Esperança, da Rede Globo, o AfroReggae, o projeto Dançando para não Dançar e o Ciep Presidente João Goulart, da Secretaria Municipal de Educação. Já visitaram o local, inúmeras vezes, o prefeito Eduardo Paes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral. A primeira-dama da França, Carla Bruni já esteve no complexo, que recebe visitas diárias de turistas estrangeiros.

O conjunto de favelas Cantagalo/Pavão-Pavãozinho recebeu R$ 71 milhões em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um elevador panorâmico que virou ponto turístico e uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), instalada em 2009.
Paradoxalmente, apesar da permanente atividade cultural, da estrutura, da projeção e da atenção política, a escola municipal de Ipanema foi a que teve pior desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as 970 avaliadas da rede municipal do Rio, 1,8 nos anos finais do Ensino Fundamental. No ano anterior, a nota havia sido 3,7. Na Prova Rio, feita em 2010, o resultado também foi ruim: 3,6, deixando a João Goulart em 683º, ainda no pior terço das escolas municipais.

Nos anos iniciais do Ideb, resultado também decepcionante: é a segunda pior nota, 3,1, entre os colégios do município; no Ide-Rio (Índice de Desenvolvimento de Educação Rio), teve a 960ª posição, com 3,4.

“O espaço aqui é bom, a única coisa que estraga é a escola. O resto é legal”, disse a aluna Rayane Santos, 13.

“Os professores não passam muito as coisas. Não me surpreende em nada essa nota. É ruim. Os alunos não prestam atenção, por isso não sabemos nada. Os professores saem da sala quando os alunos estão fazendo bagunça. Só às vezes tem dever de casa. A aula é boa, mas os alunos bagunçam. Depois da refeição, todo mundo joga tangerina, fruta, um no outro, jogam comida debaixo da mesa, pegam a colher e a fazem de catapulta para jogar arroz…”, conta Joice Santos.

A entrada da João Goulart é uma porta de vidro, ladeada por uma bandeira do Brasil em um mastro. Dali, vêem-se uma escada com corrimão e, à direita, andaimes, carrinhos de transporte de material de obra, uma escada desmontável e tapumes – provavelmente restos de uma obra recente.

A cinco metros da porta da escola está o projeto Criança Esperança, da Rede Globo; a outros 10 metros, o projeto Dançando para não Dançar; no andar de baixo, o grupo cultural Afroreaggae. Na sexta-feira (29), um grupo de cerca de 30 estrangeiros estava no local, rotina quase diária desde a instalação do elevador.
Caroline Corrêa, 14 anos, estudou na escola João Goulart até a 3ª série, mas saiu porque “não estava aprendendo nada”. Foi para a Escola Municipal Roma, uma das mais bem colocadas no município, com Ideb de 5,4 nos anos finais, o triplo da nota do ex-colégio. “É muita diferença”, disse Caroline.

A australiana Ruth Hienna, que mora no Rio há um ano e fala bem português, visitava o espaço na sexta-feira (29), disse que a situação é curiosa.

“É curioso, mas nem tão surpreendente. Há muito preconceito no Brasil, muita desigualdade. O governo não está nem aí para a educação. Se a economia está bem, então está tudo ótimo. Mas educação é chave para um país. Parecem estar fazendo o mesmo que a Austrália: evitam educar os aborígenes para não perderem poder”, disse Ruth Hienna, de origem afro-aborígene.A secretária de Educação, Cláudia Costin, afirmou ao iG que o mau resultado da João Goulart, divulgado em julho de 2010, também deixou todos no órgão “chocados”, por conta do “ambiente cultural rico” que cerca a escola.

A secretaria mudou a direção e a coordenação pedagógica da escola este ano e instituiu uma série de programas de reforço e estendeu o horário de funcionamento para sete horas diárias.

Fonte:Portal IG

Aluno é espancado por colegas da escola

O Colégio Estadual Polivalente em Juazeiro (500Km de Salvador) formará uma comissão para apurar a agressão ao menino de 11 anos, espancado durante uma “brincadeira” no horário de recreio da escola na semana passada. A família prestou queixa na delegacia de Polícia Civil na última sexta-feira e o caso será investigado.

De acordo com a família do menino, ele não teve socorro imediato por parte da escola e não havia ninguém responsável para intervir e evitar a agressão. “Meu filho desmaiou depois de levar murros, socos e pontapés, e se não fosse um colega para tirar ele dali, teria morrido de tanto apanhar”, desabafou a mãe, Vera Lúcia Atanázio, de 33 anos.

Sua revolta é direcionada à ausência de limites à violência no espaço onde o filho deveria estar protegido e à escola, por não ter tomado medidas naquele momento para prestar socorro ao filho. “O diretor disse que, no momento da briga, estava ajudando a merendeira a distribuir merenda e não viu nada. Mas depois viu meu filho e perguntou se ele estava bem. Em choque, ele disse que sim e naquela hora não sentia nada, mas foi trazido para casa, nos braços de um colega”, informa.

Os pais levaram o menino ao hospital de fraturas em Juazeiro, onde foram realizados exames de Raio X, constatando lesões no tórax e no pé. Enfaixado e ainda em choque, o garoto – que entrou este ano na escola para estudar a 5ª série – está assustado e assegura que não vai voltar para escola.

“Depois do que aconteceu, ele contou que os colegas colocaram um apelido feio nele, uma menina tomou dinheiro e disse que se ele contasse a alguém bateria nele. Fomos atrás de nossos direitos, para que não aconteça mais com ele nem com outras crianças”, garante o pai, Edenildo Nascimento Oliveira de 35 anos.

As pessoas envolvidas no caso de espancamento do estudante devem ser ouvidas pela polícia. Com uma cópia do boletim de ocorrência em mãos, a mãe mostrou que o filho reconheceu pelo menos seis alunos envolvidos na agressão. O diretor do colégio, Paulo Targino, disse que chamou os pais de todos os alunos da 5ª série para uma reunião, mas nem todos compareceram.

“Eles só puderam entrar em sala na segunda–feira depois do ocorrido com a presença dos pais. Conversamos com alguns dos alunos que foram apontados como agressores pelo menino, mas eles negaram tudo”, relata o diretor. Ele disse que não vai tomar nenhuma medida punitiva imediata contra os estudantes “até que se tenha apurado tudo, mas vamos adotar medidas com base no Estatuto da Criança e do Adolescente e no regimento interno do colégio e a transferência do menino pode ser feita assim que os pais solicitarem”.

Fonte: A Tarde

Professora pagará R$ 5 mil por puxar orelha de aluno

Docente da rede estadual do Rio de Janeiro foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais

 

Uma professora da rede estadual do Rio de Janeiro foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais a um aluno que levou um puxão de orelha na sala de aula. No processo, o menino, representado por sua mãe, Eucinéa de Souza, conta que a professora Eliane Luiz Fernandes o puxou pela orelha e o arrastou até o lugar onde achava conveniente que ele se sentasse.

De acordo com a ação ele teria dito, em seguida, para os demais alunos: “que isso sirva de exemplo para vocês”.Para o juiz Milton Delgado Soares, da 2ª Vara Cível de Itaguaí, a forma pela qual a professora tentou repreender o aluno foi extremamente excessiva e vexatória para uma criança em formação educacional, já que ocorreu na presença de todos os seus colegas de classe.

Uma professora da rede estadual do Rio de Janeiro foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais a um aluno que levou um puxão de orelha na sala de aula. No processo, o menino, representado por sua mãe, Eucinéa de Souza, conta que a professora Eliane Luiz Fernandes o puxou pela orelha e o arrastou até o lugar onde achava conveniente que ele se sentasse.

De acordo com a ação ele teria dito, em seguida, para os demais alunos: “que isso sirva de exemplo para vocês”.Para o juiz Milton Delgado Soares, da 2ª Vara Cível de Itaguaí, a forma pela qual a professora tentou repreender o aluno foi extremamente excessiva e vexatória para uma criança em formação educacional, já que ocorreu na presença de todos os seus colegas de classe.

Fonte: Portal IG